Arquivo mensal: outubro 2014

Garota de quatro anos é degolada pela mãe no Amazonas

Do R7

Garota de quatro anos foi morta com uma faca; suspeita está internada em um hospital da regiãoReprodução Facebook

Uma mulher identificada como Vanuza Nascimento da Silva, de 25 anos, é suspeita de ter degolado a filha, de quatro anos, na cidade de Lábrea, distante 851 km de Manaus (AM), na terça-feira (21). Segundo a polícia, ela tentou suicídio em seguida, mas sobreviveu.

De acordo com o delegado Bruno Hitotuzi, familiares disseram que a jovem tem problemas psicológicos e havia dito na segunda-feira (20) que tinha a intenção de matar a criança. Ela chegou a receber atendimento psiquiátrico da prefeitura, mas voltou para casa com a filha.

Um tio que mora perto das duas notou que a sobrinha não saía de casa. Ele entrou na residência e encontrou o corpo da criança sobre a cama e Vanuza ainda com vida com os pulsos cortados. Ela foi encaminhada ao hospital, onde passou por atendimento e assim que receber alta será levada ao presídio.

O delegado disse que Vanuza morava com um namorado, mas que ele estava viajando no momento do crime. Ele informou que a jovem tem hematomas no corpo que indicam agressões e que será investigada a participação de uma terceira pessoa na morte da menina.

Decretada prisão preventiva de acusado de pedofilia

O Juiz de Direito Alexandre Del Gaudio Fonseca, da Comarca de Dom Pedrito, determinou hoje (16/10) a prisão preventiva de homem acusado de abusar sexualmente de, pelo menos, três crianças. O magistrado considerou a medida necessária para garantir a ordem pública e evitar que outras crianças possam ser vítimas de abuso sexual.

O pedido de prisão foi efetuado pelo Ministério Público.

Segundo o testemunho de duas meninas, o réu tinha contato direto com crianças que ficavam sob os cuidados de sua esposa, que acabava por lhe delegar funções. Quando ficava sozinho com os menores, o homem ordenava que mantivessem relações sexuais com ele, sob a ameaça de matar suas famílias.

Ao decretar a prisão, o Juiz frisou que o réu está colocando em risco a integridade física (sexual) e psicológica de outras crianças, pois se trata de pedófilo contumaz, conforme se extrai do depoimento das vítimas, inclusive, com a menção de que o réu abusou de um bebê que não sabia falar, mas caminhava.

Referiu ainda que o poder público não pode ficar inoperante. Estamos diante de réu que praticou delito extremamente grave (hediondo) contra, pelo menos, duas vítimas vulneráveis, sendo que uma delas é sua afilhada, afirmou o magistrado. E ainda de pessoa que comprovadamente tem contato com outras crianças, além da notícia de potencialmente abusá-las, concluiu.

O réu está respondendo a três processos por estupros de vulneráveis. As ações tramitam em segredo de Justiça.

Menor faz desenho na escola para denunciar suposta violência sexual

Menor fez denúncia por meio de desenho (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)Menor fez denúncia por meio de desenho
(Foto: Divulgação/ Polícia Civil)

Uma adolescente de 13 anos fez um desenho na escola para denunciar uma suposta violência sexual contra ela, em Taquaritinga do Norte, no Agreste de Pernambuco. De acordo com a Polícia Civil, o suspeito de praticar o crime é o pai da menor. Ele foi preso na manhã desta sexta-feira (17) na zona rural do município. Segundo o delegado Luiz Carlos, responsável pelas investigações do caso, o homem vinha praticando o abuso há cerca de seis meses.

Ainda de acordo com o delegado, já existia uma determinação judicial para que o suspeito não se aproximasse da vítima. “Há um tempo atrás ele já tinha violentado a mesma. Por isso foi determinado que ele ficasse afastado dela. Nesta semana, a menor desmaiou na escola e após a chegada do Conselho Tutelar, ela fez o desenho indicando que a violência continuava acontecendo”, explica.

O suspeito está na delegacia de Taquaritinga do Norte e será ouvido. O delegado informou ainda que também investigará se a mãe da menina tinha conhecimento do que estava ocorrendo. “Iremos ouvi-lá para saber se ela pode ser responsabilizada pela omissão da violência”, diz.

Mãe é suspeita de ter vendido ou doado bebê para casal no interior de São Paulo

Do R7, com Balanço Geral

Uma mulher é suspeita de ter vendido ou doado o próprio filho, e um ano e oito meses, para um casal no interior de São Paulo. O caso é investigado pela polícia. O menino havia desaparecido na noite de quarta-feira (15). A família chegou a espalhar cartazes pela cidade e região.

Menino de um ano e oito meses havia desaparecido na quarta-feiraReprodução/Rede Record

A mãe, de 19 anos, disse à polícia que havia sido abordada e dopada por um casal, que sumiu com a criança. Ao ser deixada em uma rua com pouco movimento, a mãe teria sido levada a um motel por um desconhecido e sofrido violência sexual.

Por causa da gravidade do caso, a Polícia Civil de sorocaba se mobilizou. Em poucas horas, os investigadores conseguiram informações que começaram a desconstruir a história contada pela mãe. Uma delas veio do IML (Instituto Médico Legal) e apontou que a mulher, ao contrário do que havia dito aos policias, não havia sofrido violência sexual. Os agentes trabalham agora com a hipótese dela ter doado a criança ou até mesmo vendido o próprio filho.

O casal que estava com o menino foi ouvido na delegacia de Investigações Gerais de Sorocaba. A criança permanece sob os cuidados do conselho Tutelar. Se ficar comprovado que a mãe vendeu o filho, ela e o casal comprador podem ser indiciados.

Passa de 50 o número de presos em operação da PF contra a pedofilia

Do G1 RS

Operação da PF apura pedofilia em 18 estados e DF (Foto: Polícia Federal/Divulgação)Operação da PF apura pedofilia em 18 estados e DF (Foto: Polícia Federal/Divulgação)

Chegou a 51 o número de presos na operação de combate à pedofilia realizada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (15) em 18 estados e no Distrito Federal. Coordenada pela corporação no Rio Grande do Sul, a ação deflagrada simultaneamente por 44 unidades da PF conta com cerca de 500 agentes. Foram seis prisões no estado. Ao menos outras 18 ocorrências foram registradas em São Paulo, três no Paraná, duas no Distrito Federal, duas no Rio Grande do Norte, uma em Minas Gerais, uma em Goiás e uma no Piauí.

Entre os presos, estão um seminarista e um agente penitenciário. “Servidores públicos e militares estão sendo investigados, além de empresários. Um deles, aqui no estado, foi flagrado dormindo com uma criança em Viamão”, disse o delegado Sandro Caron, superintendente da PF no Rio Grande do Sul, em entrevista coletiva realizada em Porto Alegre.

Ao todo, são cumpridos 93 mandados de busca, de prisão e de condução coercitiva no país. O objetivo com as buscas é confirmar a identidade dos suspeitos e buscar elementos que comprovem os crimes de armazenamento e divulgação de imagens, além de abuso sexual de crianças e adolescentes. Outros 12 mandados são cumpridos em Portugal, Colômbia, México, Venezuela e Itália.

Operação da PF apura pedofilia em 18 estados e DF (Foto: Polícia Federal/Divulgação)Operação da PF apura pedofilia em 18 estados e DF (Foto: Polícia Federal/Divulgação)

Além do Rio Grande do Sul, a Operação DarkNet ocorre nos estados do Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal.

A investigação ocorreu através do rastreamento de pornografia infantil na chamada deep web, espaço da internet que não é acessado pelo usuário convencional e cujo conteúdo não aparece em sites de busca. Para chegar até ela, é necessário ter um programa que torna a navegação anônima, o que impede a identificação de quem manda e recebe dados da internet.

Através de metodologia de investigação inédita e ferramentas desenvolvidas, os policias federais conseguiram quebrar esse paradigma e identificar mais de 90 usuários que compartilham pornografia infantil. Segundo a PF, apenas as polícias norte-americana e inglesa, FBI e Scotland Yard, haviam realizado este tipo de trabalho.

Segundo a PF, no decorrer da investigação, pelo menos seis crianças foram resgatadas de situações de abuso ou do iminente estupro, em diversos locais do Brasil. Em um dos casos, um pai relatava que iria abusar da filha assim que ela nascesse. Nesses episódios, policiais federais agiram e evitaram que as crianças permanecessem ou se tornasse vítima, prendendo quatro investigados.

Coletiva da PF sobre operação contra pedofilia em Porto Alegre (Foto: Paula Menezes/G1)Computadores, discos rígidos e celulares foram
apreendidos (Foto: Paula Menezes/G1)

A Operação DarkNet é resultado de um ano de investigações. Mais de 14 endereços IP (sigla para “Internet Protocol”, espécie de endereço virtual) foram analisados. Entre os investigados, há policiais, empresários e até mesmo padres.

De acordo com a delegada Diana Kalazans Mann, não há um perfil específico de pessoa que comete crime de pedofilia. “Qualquer pessoa, homem ou mulher inclusive, pode ser um praticante desse crime encontramos os mais variados perfis, diferentes classes e profissões”, declarou a delegada. No Rio Grande do Sul, foram presos um técnico em informática, técnico em telefonia, professor de jiu-jitsu, auxiliar de enfermagem, porteiro e estudante de matemática.

Segundo ela, não há produção de pornografia infantil sem abuso. “Essas imagens, por mais que se pareça algo banal, é subproduto de um abuso. Nessas redes mais sofisticadas, quanto mais fundo a gente vai, mais encontramos pessoas que abusam de crianças do seu círculo familiar, abusam e compartilham essas imagens com seus contatos”, declarou.

Como denunciar
A Operação DarkNet contou com o apoio do Ministério Público Federal (MPF) no Rio Grande do Sul. A procuradora da República Jaqueline Ana Buffon, que atuou no caso, orienta pais a tomarem cuidado com possíveis investidas de pedófilos na internet contra seus filhos e observarem os comportamentos das crianças. Denúncias podem ser feitas por meio do site do órgão ou pelo Disque 100.

Jovem é suspeita de abandonar 5 filhos em casa em Campo Grande

Do G1 MS

Brinquedos das crianças, lata e garrafa de bebidas alcoólicas no quintal da casa (Foto: Nadyenka Castro/G1 MS)Brinquedos das crianças, lata e garrafa de bebidas alcoólicas no quintal da casa (Foto: Nadyenka Castro/G1 MS)

Uma jovem de 25 anos é suspeita de abandonar os cinco filhos sozinhos em casa, na Vila Planalto, em Campo Grande. As crianças foram para um abrigo. A mãe afirmou à polícia e ao G1 que deixou as crianças de 1 a 7 anos sob os cuidados da avó materna. “Eu larguei eles com a minha mãe”, contou, em lágrimas.

A Polícia Militar (PM) flagrou a situação de abandono de incapaz por volta das 2h30 (de MS) desta quarta-feira (15) após receber denúncia anônima de que havia crianças chorando muito no local. Quando os policiais chegaram havia duas dormindo no sofá, duas em um colchão no chão da sala e uma acordada assistindo televisão.

Vizinhos declararam aos militares que viram a mãe das crianças sair de casa por volta das 23h e que não é a primeira vez que a situação acontece. Eles falaram também que ao ouvirem os choros, viram que não havia nenhum adulto com os pequenos e então providenciaram acomodação para que dormissem.

A casa onde as duas meninas e três meninos estavam fica nos fundos de um terreno, onde na residência da frente mora a avó materna, a qual estava dormindo quando os policiais chegaram. Um tio dos pequenos foi ao local, ligou para a irmã e cerca de cinco minutos depois ela chegou.

A jovem falou à polícia e para o G1 que deixou as crianças sob a responsabilidade da avó e que estava na casa de uma amiga, nas proximidades, ajudando-a a cuidar de dois filhos especiais.

Os policiais declararam, segundo consta no boletim de ocorrência, que a casa onde as crianças moram estava “bagunçada, suja e em péssima condição de higiene e organização”. Os pequenos tinham jantado pizza comprada pela mãe antes de sair.

A jovem foi autuada por abandono de incapaz e assinou Termo Circunstanciado de Ocorrência, se comprometendo a comparecer à Justiça quando solicitada.

Mãe de menina torturada pelo padrasto é presa em Araçatuba

Do R7, com Rede Record

A mãe da menina que sofreu maus-tratos em Araçatuba, cidade a 527 km de São Paulo, foi presa após a Justiça acatar o pedido de prisão feita pelo Ministério Público. Sara de Andrade Ferreira, de 23 anos, foi presa por policiais civil do GOE (Grupo de Operações Especiais) na casa de parentes.

Entre os maus-tratos, menina de dois anos foi obrigada a comer cebolaReprodução/Rede Record

O caso de tortura envolvendo a filha dela teve grande repercussão e está em trâmite na Justiça. O padrasto, Maurício Moraes Scaranello, está preso desde o começo do mês no “presídio dos famosos” em Tremembé, também no interior do Estado. Ele foi flagrado em vídeos torturando psicologicamente a criança. A mãe segura a câmera em uma das cenas e até ri durante a gravação.

Entre os maus-tratos, a menina foi obrigada a comer cebola, impedida de dormir e vestígios de cola foram encontrados nas partes íntimas da criança.

Sara foi encaminhada à cadeia feminina de General Salgado. A menina continua em um abrigo sob os cuidados do Conselho Tutelar. Uma equipe do Tribunal de Justiça está avaliando o pedido de guarda e as condições do pai biológico e da avó materna da menina.