Arquivo mensal: agosto 2012

Pai descobriu que filha era vítima de casal sadomasoquista ao encontrar espartilho

O frentista João Silva de Souza perdeu a tranquilidade ao ver a filha chegar em casa bem mais tarde do que o esperado, carregando um corpete com espartilhos em uma sacola. A sensação de que alguma coisa não estava certa aumentou ainda mais quando a professora universitária Luciana Simões ligou para a casa dele dizendo que a adolescente, de 14 anos, tinha um caso com um homem mais velho.

No dia seguinte, Souza decidiu pedir as contas do emprego. Avisou o chefe que a filha estava estranha, não fazia mais nada além de ficar presa ao computador, e ele queria entender o porquê. Na noite do telefonema de Luciana, sentiu que os olhos marejados da garota, que estava ao seu lado, revelaram um pedido silencioso de ajuda. Ela tinha medo de dizer aos pais que havia se envolvido com um casal que praticava sexo sadomasoquista.

— Eu percebi que minha filha estava precisando de mim. Ela não quis falar, mas eu percebi nos olhos dela […]. Eu tenho duas folgas por mês. Além do posto, também faço meus bicos arrumando e montando computadores. Mas eu nunca deixei de prestar atenção em cada movimento das minhas meninas. Entre o trabalho e minha filha, é claro que eu vou preferir ajudá-la.

A partir daí, Souza usou os conhecimentos de informática e instalou um programa no computador da filha para monitorar cada passo dela. De hora em hora, recebia no computador dele uma cópia de toda a conversa da adolescente com o casal, além de fotos em que ela participava de sexo sadomasoquista. O frentista conta que teve que manter o “sangue-frio” para permitir que a adolescente mantivesse contato com Luciana e o namorado dela Rodrigo Pereira Rodrigues, enquanto ele não conseguia todas as provas que precisava.

— Para lidar com gente fria, tive que ser frio também. Durante 15 dias, eu praticamente não dormi. Parei tudo, parei minha vida. Eu recebia, a cada hora, uma nova atualização das conversas que aqueles pedófilos mantinham com minha filha. Não é fácil ver uma foto da minha menina amarrada a uma cadeira, junto desses nojentos. Tive que ver minha filha sendo assediada para conseguir as provas. Chorei muito durante todo esse tempo. 

O frentista explica que a filha conheceu o casal em uma sala de bate-papo na internet. Depois desse primeiro encontro, mantiveram contato pelo MSN. Luciana e o namorado conseguiram convencer a garota a participar de uma festa de cinco anos de namoro. Marcaram na estação do Metrô Santa Cruz e foram até o Tatuapé, onde Luciana mora sozinha. Eles receberam a garota com comida japonesa, a preferida dela, “tudo para tentar convencê-la a praticar o sexo sadomasoquista”.

— Primeiro, disseram a ela que não ia acontecer nada, que ela não veria como é o sexo sadomasoquista. Acho que fizeram isso para aguçar a curiosidade dela, que é adolescente. […] Eles estavam fazendo cinco anos de namoro. Compraram sushi, abriram um leque de possibilidades. Com a imaturidade dela, ela acabou cedendo. Ela estava à mercê dos dois. Quando ela falava que ia embora, eles inventavam alguma coisa para que ela ficasse.

Souza relatou ainda que Luciana “foi tão fria e dissimulada” que, no dia em que conheceu a menina pela primeira vez, chegou a ligar para a casa da família dizendo que estava com a jovem, pois, era tia de uma amiga dela do colégio. E não poupou elogios ao dizer que a menina era um amor, uma adolescente linda. No segundo telefonema, o tom mudou. Depois do primeiro encontro, a professora percebeu que o namorado continuava conversando com a jovem pela internet.

— Foi aí que ela ligou dizendo que minha filha tinha um caso com um homem mais velho. Eu trabalho bastante, mas sei que minhas meninas vão ao colégio e voltam para casa. Como então ela mantinha um caso com um homem mais velho?

Depois de 15 dias de investigação, o frentista imprimiu todas as provas que conseguiu e levou à polícia. O sentimento de orgulho por ter juntado o material para responsabilizar o casal se misturava ao mal-estar causado por todas as palavras e fotos que foram enviadas à filha, e que estavam em cada folha impressa por ele. Apesar da aparente calma, o pai foi orientado pelo delegado a não encontrar o casal suspeito de abusar sexualmente da filha.

— Eu friso que é importante a conversa entre os filhos e os pais. E não só conversa com mãe. Isso é machismo. Não é porque é filha que o pai não tem que estar presente. Eu tento sempre ganhar o máximo de confiança para que elas mostrem o que sentem. E eu quero ajudá-las independente do esteja acontecendo. Saí daquela delegacia e coloquei uma pedra no caso. Minha filha está viva e comigo.

Fonte: R7

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Mãe deixa filho de 4 anos no carro em shopping do interior de SP

Da Folha de S.Paulo

Um menino de 4 anos foi resgatado no domingo após ter sido deixado trancado dentro de um carro no estacionamento do shopping de Itapetininga, há 172 km da capital de São Paulo. A mãe do menino afirmou à polícia que tinha ido ao estabelecimento trocar dinheiro.

Segundo a Polícia Militar, pessoas que passavam pelo estacionamento por volta das 13h50 viram a criança chorando dentro do veículo e acionaram a corporação e os Bombeiros. Eles tentaram orientar o menino para que abrisse a porta, por cerca de 15 minutos, mas ele não conseguiu. As equipes então tiveram que quebrar o vidro.

O menino estava suado e chorava bastante no momento em que foi retirado do carro, segundo a PM. Minutos depois do resgate, a mãe dele apareceu no estacionamento e afirmou que o deixou sozinho por alguns minutos para trocar dinheiro no shopping.

A mulher e o filho foram encaminhados para o plantão policial, onde foi registrado um boletim de ocorrência por abandono de incapaz. A mãe foi ouvida e liberada em seguida.

Menina de três anos morre em incêndio em Guarapuava

Uma criança de três anos morreu carbonizada em um incêndio em casa em Guarapuava, região Central do estado, ontem. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a criança estava sozinha em uma casa de madeira.

 A mãe da criança estava na casa da avó da menina no momento do acidente e contou à polícia que havia reprimido a menina porque ela estava brincando com um isqueiro. Depois da bronca, a mãe teria voltado para a casa da avó e minutos depois a casa onde estava a criança pegou fogo.

A Polícia Civil investiga o que provocou o acidente. Amanhã os pais da criança devem prestar depoimento.

Fonte: http://www.blogdajoice.com/?attachment_id=101125

PORTO VELHO: CRIANÇAS MALTRATADAS SÃO ENCONTRADAS EM MOCÓ

A Operação de Fiscalização Noturna da DEPCA, em conjunto com o Comissariado do Juizado da Infância e da Juventude, e do I CTCA, flagrou o casal de viciados em drogas ilícitas MAILA S.O.C. (31 anos) e ERICSON P. M. (24 anos), convivendo e criando as suas filhas, sendo uma criança de um ano de idade e outra de dois anos de idade, em condições totalmente insalubres, precárias e de alto risco quanto à integridade física destas.

Conforme denúncia anônima registrada através de BO na DEPCA, o casal MAILA e ERICSON vendiam drogas na presença dos seus filhos. No endereço dos fatos, dois apartamentos nos fundos de um lava Jato situado na Av. Brasília com Almirante Barroso, os policiais constataram as condições sub-humanas do apartamento, uma vez que as qualidades de higiene eram extremamente difíceis. Além do mais, o casal confessou aos policiais que todos os dias faz uso de substâncias entorpecentes na presença das crianças, as quais ficam inalando a fumaça do “Crack” e da maconha. Desta forma, quando MAILA e ERICSON ficam sob o efeito das drogas, por outro lado as crianças ficam expostas a diversos riscos (serem abusadas por homens inescrupulosos que venham a frequentar aquele ambiente; a um incêndio acidental do casebre; a um desaparecimento ou rapto; etc.).

De acordo com o Chefe do Setor de Investigação e Capturas da DEPCA, Agente Flávio Rodrigues, em cumprimento à determinação da Delegada Titular Noelle Caroline Xavier Ribas Leite e também aos ditames legais, casos como este devem ser exemplarmente combatidos. Diante da flagrância, MAILA e ERICSON receberam voz de prisão pela prática do crime de Maus-Tratos e foram apresentados no Plantão de Polícia ao Delegado Plantonista para providências adequadas, através da Ocorrência Policial N° 5960-2012. As crianças foram encaminhadas ao Lar do Bebê pelos Conselheiros do I CTCA.

Nesta Operação, mais 100 pessoas foram direta e indiretamente abordadas pelas equipes de Agentes de Polícia, de Comissários de Menores e Conselheiros Tutelares. Dois adolescentes em situação de risco, sendo um menor encontrado fazendo uso de maconha na Praça Aluizio Ferreira e outra menor fazendo uso de “Crack” no Cai Nágua, foram devidamente encaminhadas a Casa Abrigo. Diversas consultas nominais de indivíduos adultos foram realizadas junto à POLINTER. Três zonas portuárias, além das Praças Centrais, do Lixão da Vila Princesa, e demais áreas mapeadas de acordo com o Plano de Ação Operacional da DEPCA foram fiscalizadas até por volta das 04 horas da manhã do dia 26/7/2012.

 

Fonte: Flavio Rodrigues Lima

Em Três Lagoas, criança é espancada com chicote e pá após perder 2 Reais

A criança contou que saiu para comprar pão em uma padaria próxima de sua casa, e no caminho acabou perdendo o dinheiro.

Foto: Rádio Caçula    Legenda: O garoto apanhou da mãe com uma pá

 

Foto: Rádio Caçula Legenda: O garoto apanhou da mãe com uma pá

Uma criança de 10 anos foi espancada ontem (5) pela mãe e o padrasto de 30 anos, após perder R$ 2 em Três Lagoas, cidade distante 338 quilômetros de Campo Grande.

De acordo com o site Rádio Caçula, a diretora da Escola Municipal Senador Ramez Tebet percebeu que a criança chegou ao colégio com alguns hematomas pelo corpo e avisou as conselheiras do município.

A criança contou que saiu para comprar pão em uma padaria próxima de sua casa, e no caminho acabou perdendo o dinheiro. Ele retornou para a casa sem o dinheiro, e apanhou da mãe com uma pá que fez um corte em sua perna direita.

O padrasto não satisfeito pegou um chicote e também bateu no menino deixando hematomas nas costas e na região do tórax. O casal está casado há um ano e tem um filho de seis meses.

As conselheiras tutelares registram um boletim de ocorrência e levaram o menino para fazer exame de corpo de delito. O conselho levou o menino até a casa do avô materno onde minutos depois chegou o padrasto do garoto.

Descontrolado, o homem puxou o menino das mãos da conselheira e ainda tentou agredi-la sendo necessário o apoio da Polícia.

Hoje de manhã (6) o Conselho Tutelar esteve na escola para saber sobre como o menino estava. Elas foram surpreendidas quando o garoto pediu para morar no conselho, pois ele havia gostado muito do lugar. O caso está na Promotoria de Infância e Juventude de Três Lagoas. (CG News).

Para pensar!

O foco do blog são os crimes de maus tratos e abuso sexual infantil, mas quero emitir minha opinião sobre algo que cada vez mais ganha força no Brasil: a legalização do aborto.
Já li muito e acompanhei os argumentos de ambos os lados, mas tenho minha posição: sou TOTALMENTE contra. Por quê?
Porque há métodos contraceptivos, porque a maioria que faz não é de classes mais baixas e porque, na verdade, deveria haver um planejamento familiar forte.
O objetivo deve ser educar as pessoas a evitar filhos quando estas não podem sustentá-los ou não querem tê-los naquele momento, e não dar uma solução fácil.
A decisão é da mulher, mas quem foi mulher para fazer tem que assumir as consequências de seu ato.
Sou favorável à adoção aberta, como ocorre nos EUA, desde que o judiciário fique em cima (pois é capaz que crianças sejam vendidas, como hoje já ocorre), mas de forma legalizada – não é o que prega o instituto da adoção aberta.
Esterilizar os moradores de rua e os com problemas mentais, incapazes de criar uma criança da forma que esta necessita.
Quanto aos casos previstos em lei (aborto em caso de perigo para mãe e anencéfalo) eu concordo e acho digno para a mãe e a crianças, mas abortar por abortar, não dá.
A sociedade cada vez mais está invertendo os valores. Ontem, vi na tevê um comercial da campanha de liberação da maconha. Logo será do aborto. Fora o choque que ocorre nas redes sociais nos casos de maus tratos contra animais e nenhuma revolta contra os que sofrem as crianças.
Há falta de espaço na mídia para divulgar o que realmente interessa.
Muitas vezes desanimo, fico triste, mas não me falta esperança de que tudo pode, e vai, melhorar.

Um em cada cinco brasileiros apanhou quando era criança, diz pesquisa

Uma pesquisa feita em 11 capitais brasileiras revelou que mais de 70% dos 4.025 entrevistados apanharam quando crianças. Para 20% deles, a punição física ocorreu de forma regular – uma vez por semana ou mais.
Castigos com vara, cinto, pedaço de pau e outros objetos capazes de provocar danos graves foram mais frequentes do que a palmada, principalmente entre aqueles que disseram apanhar quase todos os dias.

Os números fazem parte de um levantamento feito em 2010 e divulgado recentemente pelo Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da Universidade de São Paulo.

O objetivo da pesquisa, segundo Nancy Cardia, vice-coordenadora do NEV, foi examinar como a exposição à violência afeta as atitudes, normas e valores dos cidadãos em relação à violência, aos direitos humanos e às instituições encarregadas de garantir a segurança.

“A pergunta sobre a punição corporal na infância se mostrou absolutamente vital para a pesquisa. Ao cruzar esses resultados com diversas outras questões, podemos notar que as vítimas de violência grave na infância estão mais sujeitas a serem vítimas de violência ao longo de toda a vida”, disse Cardia.

A explicação mais provável para o fenômeno é que as vítimas de punição corporal abusiva na infância têm maior probabilidade de adotar a violência como linguagem ao lidar com situações do cotidiano.

“A criança entende que a violência é uma opção legítima e vai usá-la quando tiver um conflito com colegas da escola, por exemplo. Mas, ao agredir, ele também pode sofrer agressão e se tornar vítima. E isso cresce de forma exponencial ao longo da vida”, disse Cardia.

Os entrevistados que relataram ter apanhado muito quando criança foram os que mais escolheram a opção “bater muito” em seus filhos caso esses apresentassem mau comportamento. Também foram os que mais esperariam que os filhos respondessem com violência caso fossem vítimas de agressão física na escola. Segundo os pesquisadores, os dados sugerem um ciclo perverso de uso de força física que precisa ser combatido.

Os resultados foram comparados com levantamento semelhante de 1999, realizado pelo NEV nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife, Belém, Manaus, Porto Velho e Goiânia. No levantamento de 2010, a capital Fortaleza também foi incluída.

Embora o percentual dos que afirmam ter sofrido punição física regular tenha diminuído na última década –passando de um em cada quatro entrevistados para um em cada cinco–, ainda é considerado alto.