Arquivo mensal: março 2012

Dois Irmãos/RS – Semana Municipal de Combate à Alienação Parental

Foi apresentado, na Câmara de Vereadores do Município de Dois Irmãos, o Projeto de Lei que institui a “Semana Municipal de Combate à Alienação Parental”.
O Projeto, de Autoria do Ver Jair Quiling, visa incluir no Calendário de Eventos Oficiais do Município, o Dia 25/4 como sendo o “Dia Municipal de Combate a Alienação Parental” e cria uma semana de reflexão e debates sobre Alienação Parental. Parabéns Dois Irmãos.
A Associação Brasileira Criança Feliz agradece o apoio do Vereador Jair.
A Associação Brasileira Criança Feliz vem criando, em todo o território nacional, com o apoio do Legislativo, leis que inserem no Calendário Oficial dos Municipios, dos estados e jaátramita a niíel de Brasil, Lei que cria uma semana de parada e reflexão sobre a existência e as consequencias da Alienação Parental.
Municípios que ja tem a Lei:
RS: Porto Alegre, Ivoti, Estância Velha, tramita em Novo Hamburgo e outras cidades do estado.
SP: tem vários Municípios
RJ: já tramita
MG: já tramita
As Ações da ABCF são registradas no site www.criancafeliz.org.
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Saiba a quem recorrer em caso de suspeita de violência sexual e maus tratos:

Conselhos Tutelares – Os Conselhos Tutelares foram criados para zelar pelo cumprimento dos direitos das crianças e adolescentes. A eles cabe receber a notificação e analisar a procedência de cada caso, visitando as famílias. Se for confirmado o fato, o Conselho deve levar a situação ao conhecimento do Ministério Público.

Varas da Infância e da Juventude – Em município onde não há Conselhos Tutleares, as Varas da Infância e da Juventude podem receber as denúncias. Outros órgãos que também estão preparados para ajudar são as Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente e as Delegacias da Mulher.

OU DISQUE 100 O serviço do Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes é coordenado e executado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. O serviço funciona diariamente de 8h às 22h, inclusive nos finais de semana e feriados. A identidade do denunciante é mantida em absoluto sigilo.

Maus Tratos

Consequências dos maus-tratos na infância:

a) nível físico: são as mais visíveis e fáceis de observar, tais como hematomas, cicatrizes, deformações ósseas ou danos neurológicos, nomeadamente ao nível psicomotor, sensorial e da coordenação.

b) nível psicológico: salvaguardando-se que o mau trato físico tem sempre consequências psicológicas, este é também reflexo de situações de negligência, e maus-tratos emocionais.

Tipos de maus-tratos:

b.1) Negligência: é a forma mais vulgar de maus-tratos., trata-se de um conjunto de lacunas de origem material ou afetiva que magoam, do mesmo modo, os direitos e as necessidades globais da criança.

b.2) Maus tratos físicos: todas as agressões físicas aplicadas à criança pelos pais biológicos ou não, ou por qualquer outro indivíduo que viva com o progenitor responsável pela criança, que possa colocar em risco a sua vida, o seu desenvolvimento social, físico, e psíquico. Estes danos físicos podem ser produzidos com ou sem instrumentos de punição.

b.3) Maus tratos emocional: definido pela depreciação, pela discriminação, pela rejeição da criança, o desrespeito, e sobretudo o usar a criança como objecto, de modo a atender às necessidades psicológicas do adulto.

b.4) Abuso Sexual

Em dez anos, triplica número de atendimentos em hospital de SP a crianças que sofreram abuso sexual

Segundo levantamento da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo, o número de crianças atendidas no Núcleo de Violência Sexual do Hospital Estadual Pérola Byington triplicou nos últimos dez anos. Os dados, que se referem ao período entre 2001 e 2011, também mostram que houve crescimento dos adolescentes entre 12 e 18 anos que procuraram o serviço.

Todas as pessoas recebidas pelo núcleo são vítimas de algum tipo de crime sexual. Esse serviço do hospital, que é referência em atendimento à mulher e a vítimas desse tipo de violência, oferece acompanhamento psicológico por tempo indeterminado aos pacientes, além de diagnóstico e, se preciso, tratamento para doenças sexualmente transmissíveis e para as complicações de danos físicos.

De acordo com o levantamento, 1.088 crianças de até 12 anos foram tratadas pelo serviço do hospital em 2011. Dez anos antes, em 2001, esse número foi de 352 atendimentos. Embora menos, a quantidade de adolescentes acolhidos pelo núcleo também cresceu: em 2001, foram registrados 498 casos e, em 2011, 759, representando um aumento de 52%.

No entanto, de acordo com Jefferson Drezett, coordenador do Núcleo de Violência Sexual do Pérola Byington, o aumento do atendimento de crianças vítimas de abuso sexual não significa que a incidência desse tipo de crime tenha crescido, mas sim que a procura pelo tratamento e acompanhamento adequado tem se tornado mais frequente. “Hoje em dia é dada muito mais importância aos casos de abuso sexual na infância do que há anos atrás. Familiares, profissionais de saúde e de educação estão, ao que parece, mais conscientes sobre os sinais apresentados por um jovem que passou por isso. As pessoas estão aprendendo, cada vez mais, a identificar e notificar esses casos”, afirma Drezett.

Meninos — A pesquisa também mostrou que o atendimento feito a crianças do sexo masculino vítimas de abuso sexual aumentou mais do que o feito às jovens do sexo feminino. Entre os meninos, esse crescimento foi de 37%, enquanto, entre as meninas, foi de 26,4%. De acordo com Drezett, esse dado mostra que a procura por ajuda, e não a incidência de abuso sexual, entre meninos está aumentando. “Por motivos de preconceito e pressão familiar, os meninos acabam falando menos sobre terem sofrido abuso sexual do que as meninas”, explica.

Segundo o coordenador, atualmente, o sexo masculino representa entre 20% e 25% de todos os atendimentos feitos a crianças vítimas de abuso sexual no hospital. Estima-se que, de todos os casos de crime sexual infantis, entre 25% e 35% são contra rapazes. “Esse maior crescimento no atendimento dos meninos não nos surpreende, já que mostra que a porcentagem de procura pelo serviço está se aproximando do total de casos que de fato acontecem”, afirma o coordenador.

O levantamento ainda indicou que o número de adultos maiores de 18 anos que procuraram pelo serviço, por outro lado, diminuiu em 40% nesse período. “Como houve maior desenvolvimento dos serviços de saúde especializados em mulheres adultas, com profissionais aptos a ajudarem aquelas que sofreram abuso sexual, pode ser que as vítimas estejam procurando outros centros de referência que não o Pérola Byington. No entanto, não há estabelecimentos pediátricos especializados em abuso sexual em São Paulo, então as vítimas infantis acabam se concentrando aqui”, diz Drezett.

Recomendações — Apenas entre 10% e 20% de todos os casos de abuso sexual que acontecem chegam ao conhecimento de profissionais de saúde ou de policiais. De acordo com Drezett, como crianças têm menos autonomia para procurar por ajuda, os adultos que estão a sua volta devem ficar atentos a alguns fatores, como mudanças abruptas de comportamento e queda do rendimento escolar. Se essas alterações comportamentais ocorrerem, o ideal é estabelecer um diálogo sutil e discreto com a criança e, sob suspeita de ter ocorrido abuso sexual, denunciar o caso para o Conselho Tutelar mais próximo e procurar ajuda especializada.

Fonte: Revista Veja

Entrevista: Contra o abuso sexual

O abuso sexual infantil é mais comum do que se imagina, pois uma quantidade ínfima de denúncias chega aos tribunais, geralmente quando há outros interesses em jogo, como a guarda da criança ou indenizações milionárias. A ocorrência não tem relação com nível social ou econômico. “O fator principal é a estrutura psicológica das pessoas envolvidas. O abuso é sinal de que a família toda está doente”, diz a psicóloga e psicanalista Carla Júlia Segre Faiman, 38 anos, que escreveu um livro sobre o tema (Abuso Sexual em Família: A Violência do Incesto à Luz da Psicanálise, Editora Casa do Psicólogo). O trabalho, que inclui sua tese de mestrado, resulta de sua experiência profissional no Centro de Estudos e Atendimento Relativos ao Abuso Sexual (Cearas), que pertence à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Nesta entrevista, Carla alerta os pais para a necessidade de manter uma comunicação atenciosa e de confiança com os filhos – o melhor caminho para identificar e combater o abuso.

Acredita-se que o abuso seja um problema de famílias de baixa renda. É verdade? Não, boa situação socioeconômica e cultural não implica bom desenvolvimento emocional. É possível que ocorram menos denúncias nas classes privilegiadas, porque essas famílias conseguem manter uma privacidade maior. Quando pessoas próximas chegam a desconfiar, dificilmente ousam investigar e fazer uma denúncia. Porque há a ilusão de que famílias com condições financeiras saberiam melhor como lidar com a situação, o que não é verdade.
O que é abuso sexual? Quem o comete? Não se trata só de estupro, não está necessariamente relacionado à violência física. É uma violência psicológica, é uma situação de coerção ou de sedução, um ato de subjugação do outro em que a sexualidade está implicada. Pesquisas indicam que a maior parte dos abusos acontece dentro da família por parte de pais e padrastos, mas isso não quer dizer que não exista abuso entre mãe e filho ou filha. Apenas as denúncias são mais raras. Depois, vêm outros parentes e as pessoas que têm contato próximo com as crianças. A história da pessoa desconhecida que aborda a criança é a que menos ocorre.
O que leva ao abuso? É o reflexo de uma falha no funcionamento familiar, uma distorção nas funções de pai, de mãe e, portanto, no lugar que os filhos ocupam. Para as situações de abuso, concorrem diversos fatores, mas o que elas têm em comum é o fato de a criança ser tomada como objeto para a obtenção de uma satisfação, como alvo de uma descarga de impulsos que, na verdade, relacionam-se à agressividade. Escolhi como capa do meu livro a foto de uma porta, porque portas definem as barreiras entre espaços, resguardam a privacidade. No abuso sexual infantil, esses limites são transpostos.
O beijo na boca da criança é porta de entrada?  Não penso assim. O hábito de beijar a criança na boca é uma forma de carinho. E é um risco fixar-se em comportamentos determinados para definir o abuso. Deve-se sempre levar em conta o contexto, os hábitos familiares, que é o que confere sentido às ações. Até mesmo a nudez pode ter conotações absolutamente distintas, dependendo da família.
Qual é o perfil de quem abusa? Há diferentes perfis: há abusadores que podem utilizar violência física, outros, não; há os que colocam medo; e os que se aproximam sem fazer ameaças. Em alguns casos, o abusador é aquele que busca na excitação sexual refúgio para angústias vividas como insuportáveis. A pessoa recorre cada vez mais a essa gratificação corporal, pois lhe traz uma sensação de bem-estar. Mas os casos que chegam a relações sexuais são minoria. A maioria dos abusos envolve masturbação. O adulto se masturba usando o corpo da criança ou na frente dela.
Quais os indícios de que a criança está sendo abusada? Embora sejam comuns as alterações de comportamento, diminuição no rendimento escolar, masturbação compulsiva, ansiedade intensa, alterações alimentares, insônia, etc., não se deve tomar esses sintomas como indícios seguros, porque podem resultar igualmente de outros problemas. O mais importante é os pais estarem muito atentos ao que a criança tenta comunicar. E, nesse ponto, pode ser delicado, pois, quando há desconfiança de abuso, os adultos se mostram muito ansiosos e, sem querer, podem induzir uma resposta fantasiosa da criança. Os pais fazem perguntas de um jeito tão angustiado, que transmitem a sensação de querer saber algo terrível que teria acontecido ao filho. Isso interfere na memória da criança. Daí a importância de prestar atenção e tentar compreender o que a criança está querendo dizer. Em outra situação, a criança fala algo e a mãe está com a cabeça em outra coisa, ou aquilo soa tão enrolado que ela nem presta atenção. É o caso da menina que diz que o pai tem estado diferente e a mãe, em vez de tentar compreender o que se passa, vai logo dizendo que ele está muito nervoso, trabalhando muito, e encerra a conversa. É complicado. A criança também pode ter medo ou vergonha de falar sobre o assunto. Não é raro o abusador fazer ameaças de, por exemplo, matar a mãe se a criança disser algo.
Quais as conseqüências emocionais? As mais variadas. Mas isso vai depender especialmente do nível de compreensão da criança sobre o que se passa com ela. Há crianças muito novas, que só vêm a saber que aquilo que se passava entre elas e seus pais era algo condenável mais tarde. De qualquer forma, a criança passa por uma experiência que vai contra o que é socialmente estipulado e confunde os referenciais básicos para seu desenvolvimento mental. Dificuldades de envolvimento emocional, de desenvolver laços de confiança podem ser conseqüências dessa violência.
É possível prevenir? A melhor vacina contra o abuso é manter um nível bom de confiança e de comunicação com a criança. Ela precisa sentir que os pais se importam com ela, cuidam dela. A noção de valores e respeito começa a ser transmitida em casa e é a partir disso que a criança vai assimilando o que é certo. Não adianta ficar ditando regras ou falando, por exemplo, para não deixar ninguém mexer no pipi. Por que senão seria preciso enumerar todas as outras possibilidades que envolvem o abuso. E isso já seria um outro abuso, uma espécie de terrorismo. A história do desconhecido que aborda a criança é a que menos ocorre.

Fonte: Revista Crescer

Abuso sexual na infância é cada vez mais denunciado

Em 10 anos, triplicou o número de atendimentos a crianças vítimas de abuso sexual em São Paulo, de acordo com o levantamento da Secretaria de Estado da Saúde no hospital estadual Pérola Byington (SP). A notícia, que assusta (e muito!) a princípio, não é tão ruim quanto parece: esse aumento de consultas não significa que mais crianças estejam sendo vítimas de pedofilia, e sim que cada vez mais estão denunciando os casos de abuso.

“As pessoas estão mais sensibilizadas, procurando ajuda, conversando. Há 10 anos, desconheciam o serviço de auxílio às vítimas de abuso sexual”, diz Daniela Pedroso, psicóloga do Núcleo de Violência Sexual do Hospital Pérola Byington, que atende gratuitamente, 24 horas por dia, as vítimas de pedófilos e suas famílias. Segundo a especialista, parte disso se deve à propagação da informação sobre a importância de denúncias, parte mostra a mudança na postura dos pais. “Eles estão dando mais atenção ao que os filhos dizem hoje. Afinal, nem tudo o que as crianças contam é fantasia”, diz.

Manter um diálogo aberto, aliás, é a chave para proteger os filhos. Explique, por exemplo, sem assustá-las, em uma conversa descontraída, que o corpo é só delas, e não é certo que outras pessoas toquem sem a permissão delas. Na infância, elas ainda não têm maturidade para falar sobre sexo. Então, cabe a você encontrar a melhor forma para abordar, aí na sua casa, um assunto tão delicado.

Nada como os pais para perceber quando o comportamento do filho está completamente diferente do que o costume. Fique atento a atitudes repentinas como: queda brusca de desempenho escolar, medo de ficar exclusivamente com adultos, postura agressiva, condutas regressivas (como fazer xixi na cama), sexualização precoce, brincadeiras violentas com bonecas e maus-tratos a animais. Mas não se assuste. “Esses sintomas, isolados, não significam necessariamente que seu filho esteja sofrendo abuso sexual”, tranquiliza Daniela Pedroso. É somente um alerta, que merece sua atenção.

Como lidar com o problema

Se você sempre mantiver um diálogo aberto e saudável com seu filho, ele vai ter liberdade de contar a você tudo o que está acontecendo em sua vida. Nesse caso, a primeira medida a ser tomada é procurar o serviço de saúde, para amenizar os traumas físicos e psicológicos decorrentes da pedofilia. Somente depois, busque as ações legais. O importante é a preservação da saúde da criança.

Há locais especializados em tratar vítimas de abuso sexual, como o Pérola Byington. O tratamento mais comum é a psicoterapia: atividades gráficas e jogos orientados pelos médicos vão minimizar os sintomas. Em momento algum, a lembrança traumática da criança será estimulada. A família também recebe assistência. Existem, inclusive, grupos de pais que se reúnem, para um dar força ao outro.

Esse é o tipo de notícia que nós, na Crescer, nunca gostamos de dar. Mas serve o alerta para que estejamos cada vez mais próximos do dia a dia de nossos filhos, fazendo com que eles tenham certeza de que sempre vão poder contar com os pais – seja mediante uma experiência boa ou ruim.

Fonte: Revista Crescer

A violência sexual contra crianças envolve práticas que não deixam vestígio

Os crimes de abuso sexual envolvem, na maioria das vezes, práticas como masturbação e sexo oral em crianças para evitar vestígios. A afirmação é da coordenadora geral do Central de Referência às Vítimas de Violência do Instituto Sedes Sapientiae (CNRVV), Dalka Ferrari. A psicóloga e psicodramatista explica que o agressor costuma se aproximar lentamente e a violência sexual começa com toques que fazem a criança confundir agressão com carinho:

Como a violência sexual é praticada contra a infância? O abusador vai se aproximando da criança até ganhar a confiança dela, aproxima-se de forma amigável muitas vezes com presentes para que ela permita carícias. Começa com toques na genitália, depois masturbação e sexo oral, para não deixar marcas aparentes que possam incriminá-lo.  Eles não têm pressa e planejam os melhores horários quando a criança está sozinha, aí levam para comer pipoca, passear junto. Em famílias de pais separados, o abusador aproveita a oportunidade que tem para ficar a sós com o filho. O agressor tem um ritual de excitação e de tensão até conseguir chegar ao orgasmo e começar tudo de novo, muitas vezes chegando ao estupro.

Há abuso sexual que não envolve contato físico? Quais as principais formas de abuso? Sim, o abuso verbal, com telefonemas, vídeos e filmes obscenos e voyeurismo. Com contato físico incluem manipulação dos órgãos genitais, contato oral-genital e uso sexual do ânus; coito, pornografia e exploração sexual, incesto (entre a criança e os familiares) e estupro que pode levar até a morte.

Como se diferencia carinho e abuso? Quando a mãe ou o pai começam com direcionamento que só ele ou ela pode por para dormir ou dar banho, começa uma dependência emocional, porque a criança está sempre grudada. Criança já grande e no colo, por exemplo. A criança só vai perceber o abuso quando vê que isso não acontece na casa das outras. A família incestuosa não se agrupa, porque não quer movimento de festas e intromissão de outros, para ser mais fácil seguir suas próprias regras.  Se tiver muita gente de fora vão perceber o abuso.

Por que a criança sente prazer e culpa depois de ser abusada? A criança começa a descobrir as áreas de prazer do corpo normalmente quando a sexualidade começa ser aflorada com cerca de quatro anos. Quando ocorre o abuso, a criança pode descobrir o prazer antes do seu desenvolvimento natural, mas com o tempo ela percebe que aquilo não é normal. A criança começa a se proteger com o segredo, entra em conflito grande e vem a culpa, quando percebe a diferença de certo e errado.

Essa confusão de sentimentos pode afetar mais tarde os relacionamentos na vida adulta? Sim, por isso é importante que as crianças abusadas passem por auxílio terapêutico. O filme Querem me enlouquecer, com a atriz Bárbra Streisand, mostra muito esta questão. A menina era abusada na hora do banho. Quando ela percebe que é errado, tranca a porta do banheiro, mas o homem passa dinheiro pela porta para ela permitir. O filme se passa todo num tribunal, porque ela está sendo julgada quando adulta por ter matado um cliente que tinha atitudes muito parecidas com as do padrasto abusador.