Arquivo mensal: junho 2016

Menina escreve carta à mãe no AM e denuncia pai por estupro: ‘Me ajuda’

Do G1 AM

Menina denunciou estupro e pediu ajuda da mãe (Foto: Divulgação/Polícia Militar)Menina denunciou estupro e pediu ajuda da mãe (Foto: Divulgação/Polícia Militar)

Uma carta foi a maneira encontrada por uma menina de 12 anos para contar à mãe sobre os estupros sofridos pelo próprio pai, dentro da casa da família. O pedido de socorro foi entregue à polícia na Zona Leste de Manaus, e o homem foi preso na terça-feira (21). No relato, a criança conta que os estupros ocorriam há algum tempo e que já havia escrito uma outra carta para a mãe, mas não teve coragem de entregar. No texto, ela pede ajuda.

O tenente B. Chaves, da 4ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), contou ao G1 que foi abordado pela menina e pela mãe, ambas abaladas. Após ouvir o relato das duas e ler a carta, uma viatura foi até a casa da família e o homem foi preso em flagrante.

A menina contou à polícia que foi vítima de mais um estupro na tarde de terça e, por isso, decidiu escrever a carta para a mãe. “Ela sentia vergonha, tinha medo. Ela pedia perdão porque na cabeça dela estava traindo a própria mãe”, disse o policial.

Menina relatou estupro em carta escrita para a mãe (Foto: Arquivo Pessoal)Menina relatou estupro em carta escrita para a mãe  (Divulgação/Polícia Militar)

Relato
No texto, a criança conta como ocorriam os crimes. A menina não cita quando os estupros tiveram início, mas afirma que eles ocorriam há muito tempo. Ela chega a pedir perdão para a mãe e a dizer que não conseguia impedir os abusos do pai.

“Mãe, me perdoa. Faz um tempo que isso está acontecendo […] hoje isso aconteceu, isso é tão nojento. Mãe, eu nunca teria coragem de dizer para ele parar. Tudo começou quando ele veio com uma história de que queria lutar. Eu queria tirar ele de cima de mim, mas eu não conseguia, depois eu deixei, mas na minha mente eu nunca quis, ele falava para eu não sair, só que me doía muito mas eu sempre deixava. […] Eu não queria olhar na cara dele, mas eu tinha que fingir que estava tudo normal. Eu não queria mais escutar no jornal coisa (sobre) abuso porque me doía muito. Eu já tinha escrito outra carta, só que não tive coragem de entregar. Eu pedi a Deus coragem para entregar essa. Por isso eu ficava com raiva de repente, nem ele nem a senhora me viram chorando, mas eu choro muito”, diz um trecho da carta.

Segundo a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), o homem tem 34 anos, é industriário durante o dia e à noite faz bicos como mototaxista. Na delegacia, o pai negou as acusações da filha.

A menina foi encaminhada para exames no Instituto Médico Legal (IML). O laudo, segundo a assessoria da Polícia Civil, confirmou os abusos.

O pai da criança foi autuado por estupro de vulnerável e deve ser encaminhado à Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa.

Caso foi encaminhado para Depca (Foto: Leandro Tapajós/G1 AM)Caso foi encaminhado para Depca
(Foto: Leandro Tapajós/G1 AM)

Dados
Em Manaus, 1. 283 casos de estupro em menores de 18 anos foram registrados de janeiro de 2014 a maio de 2016. Em 732 deles, as vítimas tinham menos de 11 anos.

Os dados fazem parte de um levantamento feito pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), que apontou ainda o total de 551 registros de estupros com vítimas entre 12 e 17 anos.

Juliana Tuma, titular da Depca, afirmou que grande parte dos estupros são cometidos por alguém da família ou próximo da criança, dificultando que a vítima revele o crime. Ter atenção ao comportamento das crianças contribui para os responsáveis descobrirem os casos.

“A própria alteração psicossomática nessa criança vai mostrar algo errado, como introspecção, agressividade, isolamento, tristeza, apatia, alterações no sono . Então, a mãe tem que estar atenta para  alterações de comportamento de seu filho e estabelecer uma relação de confiança com ele para evitar esses casos”, afirma a delegada.

Trechos da carta escrita pela vítima (Foto: Reprodução)Trechos da carta escrita pela vítima (Foto: Reprodução)
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Professor é preso suspeito de estuprar sobrinho da namorada

Do R7 com Record

Um professor de português de uma escola pública de Belo Horizonte foi preso suspeito de abusar sexualmente de um menino de oito anos. A criança, sobrinho da namorada do homem, passou por exames que comprovaram a violência.

Segundo a tia da vítima, o crime teria acontecido na semana passada, mas o garoto estava com medo de falar dos ataques porque era ameaçado pelo agressor.

— Ele disse que mataria o pai e a mãe do menino, caso contasse par alguém.

Assim que contou o que tinha acontecido para a mãe, a família levou a criança até o IML (Instituto Médico Legal) e o exame de corpo de delito comprovou que ele sofreu violência sexual.

Ainda de acordo com parentes, o menino ficou agressivo depois dos estupros. S.R.M., de 41 anos, foi preso quando chegou na casa da namorada.

— Como o pessoal pretendia linchá-lo, eu resolvi chamar o 190. Leia mais notícia no R7 A tia do garoto espera que o companheiro fique preso.

— Esperamos por Justiça, né? Que seja feita e cumprida a lei, porque uma pessoa dessa é um monstro, não pode ficar solta.

Estupro obriga pais a mudarem filho de escola no CE

Os pais do aluno com necessidades especiais de 9 anos, vítima de um estupro coletivo por outras crianças na escola da rede municipal de Fortaleza, foram ouvidos nesta terça-feira (14), na DCA (Delegacia da Criança e do Adolescente). De acordo com o pai, que pediu para não ser identificado, o garoto continua muito abalado, mas já voltou a frequentar as aulas em uma nova escola. A família, que é muito humilde, procura ajuda jurídica para processar o município. Nesta quarta-feira (15), eles vão ao Conselho Tutelar do bairro João XXIII.

O estupro coletivo, de acordo com o pai da vítima, teria ocorrido na segunda-feira (6), na escola municipal Gabriel Cavalcante, no bairro Presidente Kennedy. Os pais do menino dizem que ele foi violentado sexualmente por cinco garotos. A mãe da vítima, que também pediu a preservação do seu nome, disse que o grupo se dividiu: uns o seguravam, enquanto outros tapavam a boca do filho dela para não gritar, e os demais o violentavam. Após o estupro, o menino teria comunicado o fato à direção da escola, mas a diretora não acreditou no relato da criança.

“Segunda-feira, eu encontrei meu filho, às 17h, quando fui buscá-lo no colégio. Ele vinha sozinho, chorando, muito nervoso, se tremendo, e eu perguntei o que tinha acontecido. Ele disse que os meninos o pegaram e fizeram maldade com ele. Fomos à delegacia, fizemos um boletim de ocorrência para pegar uma guia para ir ao Instituto Médico Legal. Depois, pedi a um colega o telefone do Conselho Tutelar que nos buscou e nos levou ao IML, e foi constatado que meu filho tinha sido violentado”, disse o pai.

A família registrou boletim de ocorrência no 34º Distrito Policial. O menino já havia relatado outras agressões e bullying na escola. De acordo com a titular da DCA, Iolanda Fonseca, todos os envolvidos foram intimados para depor. Além dos pais da vítima, serão ouvidos funcionários da escola, diretoria e os responsáveis pelas crianças suspeitas de serem autoras da agressão.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação de Fortaleza, a denúncia está sob o cuidado do Conselho Tutelar e uma sindicância apura o caso.

 

Bebê torturado e abusado sexualmente por menor de 17 anos pode perder o pênis

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O bebê foi mordido em várias partes do corpo. O jovem de 17 anos confessou o crime e disse que fez por ciúmes da namorada / Foto: Divulgação

O bebê de um ano e quatro meses de idade que foi mordido e abusado sexualmente por um adolescente de 17 anos pode ter o pênis amputado, segundo informou a delegada Juliana Tuma, titular da Delegacia Especializada em Crimes contra a Criança e ao Adolescente (DEPCA).

O jovem confessou o crime e disse que fez por ciúmes da namorada, J.F.P, 22, mãe da criança. Segundo a delegada, o jovem afirmou que o objetivo realmente era maltratar a criança. O caso ocorreu na madrugada de domingo (12), no bairro Mauazinho, na Zona Leste de Manaus.

Ainda de acordo com informações repassadas pela titular da DEPCA, durante a apresentação dos envolvidos no crime nesta segunda-feira (13), o adolescente contou em depoimento que abusou da criança porque estava com ciúmes da mãe da criança. No último sábado, dia 11, foi o aniversário dela e amigos teriam organizado a festa, o que deixou o adolescente irritado.

“Ele teria ficado com ciúmes da jovem com os amigos dela na festa e descontou na vítima. Chegou, inclusive, a introduzir o dedo no ânus do bebê. O adolescente declarou que tapava a boca do menino porque ele gritava muito. Chegou a dizer que não entendia como Joycinaira não acordava com o barulho”, declarou a delegada.

Em depoimento, a mãe negou ter conhecimento das agressões, alegou que estava dormindo e que não presenciou o que havia acontecido, mas acreditava que os hematomas tinham sido provocados por uma queda ocorrida há alguns dias.


Mãe e acusado do crime foram apresentados em coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (13). Foto: Jander Robson

“A mãe disse que teria saído no último sábado (11) para comemorar o aniversário dela e teria ingerido bebidas alcoólicas. Ao chegar em casa, por volta de 1h, colocou a vítima para dormir entre ela e o namorado. Apenas pela manhã observou o filho urinando sangue e com os hematomas”, acrescentou Tuma.

Entenda o caso

Na madrugada de domingo (12), o adolescente abusou e torturou a criança com mordidas em várias partes do corpo. A mãe relatou que escutou o bebê chorando, mas que não quis se levantar. O crime só foi descoberto na manhã de ontem (12), pela avó da criança, que achou estranho uma marca de mordida na bochecha do bebê e o levou ao médico.

Lá, foram descobertas várias marcas no corpo da criança e que a mesma foi abusada sexualmente. Em seguida, a polícia foi acionada e prendeu a mãe e o menor de idade.

O bebê está internado em estado grave no Hospital Infantil e Pronto Socorro da Criança da Zona Leste (Joãozinho), no bairro São José. O Conselho Tutelar da Zona Leste está responsável pela guarda da criança.

No AM, padrasto confessa estupro e mordidas em bebê: ‘Estava drogado’

Do G1 AM

Casal não teve rosto mostrado para preservar imagem do bebê (Foto: Suelen Gonçalves/G1 AM)Casal não teve rosto mostrado para preservar imagem do bebê (Foto: Suelen Gonçalves/G1 AM)

O padrasto do bebê que foi hospitalizado com marcas de mordidas no domingo (12), em Manaus, confessou à polícia ser o autor das lesões e do estupro contra o menino de 1 ano e quatro meses. Na delegacia, o suspeito, de 17 anos, declarou que estava sob efeito de entorpecentes. Ele foi apreendido e a mãe do bebê, de 22 anos, foi presa. Ela nega ter conhecimento do crime.

A pediatra que atendeu a criança em uma unidade de saúde na capital contou ao G1 que o menino tinha diversas marcas de mordidas, hematomas de espancamento por todo corpo e ferimentos no pênis. Na ocasião, a família negou à reportagem que tivesse ocorrido violência contra o bebê.

A mãe e o padrasto do menino foram apresentados nesta segunda-feira (13) à imprensa. De acordo com a polícia, o adolescente foi apreendido na casa da avó. A mulher foi detida ao prestar depoimento no domingo.

Na delegacia, o adolescente confessou o crime à polícia e disse que estuprou e mordeu a criança. Ele disse que estava sob efeito de drogas, mas que lembra com detalhes do crime. “Tava drogado, tinha cheirado pó. Só lembro que mordi. Eu brincava com ele”, declarou.

A delegada Juliana Tuma, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), informou que o suspeito relatou, em depoimento, ter sufocado o bebê em vários momentos e afirmou não entender como a mãe não ouviu o choro da criança, já que o menino gritava muito. Além disso, ele dormia na cama entre os dois.

Criança apresenta marcas de mordida em diferentes partes do corpo (Foto: Divulgação)Criança apresenta marcas de mordida em
diferentes partes do corpo (Foto: Divulgação)

A mãe nega envolvimento no caso. “Nem desconfiava que ele fazia isso com meu filho. Ele acalentava meu filho. Sinto ódio e revolta porque estou pagando por algo que não fiz”, disse a mulher na delegacia.

Juliana Tuma informou que o exame de corpo de delito realizado no menino apontou que as marcas de mordidas no corpo e no pênis do bebê foram feitas por um adulto. Ainda conforme a delegada, o bebê voltou a ser internado.

A mãe e o padrasto foram indiciados por crime de tortura e estupro de vulnerável. A mulher também vai responder criminalmente por omissão.

O adolescente está apreendido na Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai), onde aguardará decisão judicial. A mãe será levada à cadeia feminina.

Entenda o caso
A mãe do menino de um ano e quatro meses foi encaminhada à polícia, no domingo (12),  após o filho ser atendido no Pronto-Socorro da Criança João Lúcio, na Zona Leste de Manaus, com marcas de agressão.

O caso revoltou a equipe médica e pessoas que estavam na unidade de saúde no momento do atendimento. A mãe e o padrasto da criança levaram o menino até o hospital.

A pediatra Aline Coelho Cordeiro, que atendeu a criança, contou ao G1 que ele tinha diversas marcas de mordidas, hematomas de espancamento por todo corpo e ferimentos no pênis. Na ocasião, a família negou à reportagem que tivesse ocorrido violência contra o bebê.

“A criança chegou chorando. A mãe, super fria, chegou dizendo que a criança tinha caído do velocípede. Achei muito estranho porque a gente conhece quando a criança cai e, ele estava cheio de mordidas pelo corpo inteiro, perna, tronco, cabeça, bochecha, inclusive na área genital. O “pintinho” dele estava dilacerado com mordidas”, disse a pediatra Aline Coelho Cordeiro.

(*Colaborou, Andrezza Lifsitch, do G1 AM)

Bebê é hospitalizado com marcas de mordida e mãe depõe à polícia no AM

Do G1 AM

Pediatra Aline Coelho Cordeiro. (Foto: Ive Rylo/G1 AM)Pediatra Aline Coelho Cordeiro (Foto: Ive Rylo/G1 AM)

A mãe de um menino de um ano e quatro meses foi encaminhada à polícia após seu filho ser atendido no Pronto-Socorro da Criança João Lúcio, na Zona Leste de Manaus, neste domingo (12). De acordo com uma médica do hospital, a criança tinha marcas de mordidas, hematomas de espancamento por todo corpo e ferimentos no pênis. A família negou ao G1 que tenha ocorrido violência contra o bebê.

De acordo com familiares de pacientes, o caso revoltou a equipe médica e pessoas que estavam na unidade de saúde no momento do atendimento, nesta manhã. A mãe e o padrasto da criança – de 22 e 17 anos respectivamente – levaram o menino até o hospital.

“As mães estão revoltadas. Tinha mãe querendo bater nela dentro do hospital. Inclusive, ela foi amparada para dentro da observação, porque as mães queriam pegá-la”, relatou a pediatra Aline Coelho Cordeiro.

Segundo informações repassadas por funcionários da unidade, a criança tinha múltiplas lesões causadas possivelmente por socos e mordidas. “A criança chegou chorando. A mãe, super fria, chegou dizendo que a criança tinha caído do velocípede. Achei muito estranho porque a gente conhece quando a criança cai e, ele estava cheio de mordidas pelo corpo inteiro, perna, tronco, cabeça, bochecha, inclusive na área genital. O ‘pintinho’ dele estava dilacerado com mordidas”, disse a pediatra.

A médica disse ainda que a equipe do hospital questionou a mãe e o padrasto sobre a causa dos ferimentos. “Ela [mãe] disse que ele [menino] caiu do velocípede, depois ela mudou de assunto, dizendo que ela dormiu e que já tinha acordado com a criança daquele jeito. Mas como? Só se tinha um tigre dentro do quarto?”, afirmou a médica.

Criança apresenta marcas de mordida em
diferentes partes do corpo (Foto: Divulgação)
Criança apresenta marcas de mordida em diferentes partes do corpo (Foto: Divulgação)

O menino permaneceu por três horas em observação. Após ser submetido ao exame de raio-x, ele foi avaliado por um pediatra, um cirurgião e um ortopedista. “Ele não tem sinais de fratura. A única coisa que esta ruim é a urina, como o ‘pintinho’’ dele foi muito mordido, ele não esta conseguindo urinar”, disse Aline.

Família
No estacionamento do Pronto Socorro, familiares da mãe e da criança, sustentaram a informação que o menino havia caído da escada, mas que ele estava bem. Nervosos, não quiseram gravar entrevista com a imprensa.

Ainda pela manhã, a criança e a mãe foram encaminhadas em uma viatura da Polícia Civil para o Instituto Médico Legal (IML) no bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus.

Realizado  o exame de corpo delito, mãe e criança foram levadas à Delegacia Especializada de Assistência e Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), no bairro Planalto, Zona Centro-Oeste.

Crianças e responsáveis foram ouvidos na Depca (Foto: Rickardo Marques/G1 AM)Crianças e responsáveis foram ouvidos na Depca  (Foto: Rickardo Marques/G1 AM)

Delegacia
A delegada titular Juliana Tuma afirmou que o flagrante foi instaurado e que o a perícia do IML poderá identificar a natureza das mordida. “Esse caso dessa lesão corporal deixou toda equipe da delegacia sensibilizada. Iniciamos as diligências no sentido de apontar a natureza das mordidas, até para que a gente verifique se a mordida foi feita por um adulto, uma criança, se foi por alguém que usa ou não aparelho (dentário)”, disse.

Na tarde deste domingo, a mãe e outras pessoas foram ouvidas na delegacia. “Estamos trabalhando no sentido de ouvir todos os envolvidos, as pessoas que estavam na casa. Agora, o que causa espécie em toda a equipe é: essa criança não reagiu? Não gritou? Então a mãe possivelmente responderá no mínimo pela omissão”, afirmou a delegada.

Ela adiantou que o menino será encaminhado ao serviço de acolhimento institucional, ainda neste domingo (12), até o caso ser elucidado.

A polícia informou que os procedimentos cabíveis para o caso devem continuar durante o restante do domingo, e que mais informações só devem ser obtidas na manhã desta segunda-feira (13).

Irmão de ex-governador Garotinho é preso por exploração sexual infantil em Campos

Do R7

Nelson Nahim foi prefeito interino e vereador em Campos dos Goytacazes, norte fluminense
 

Agentes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) prenderam 14 pessoas nesta quinta-feira (9) em Campos dos Goytacazes, norte fluminense, por envolvimento em um esquema de exploração sexual infantil no distrito de Guarus.

O ex-presidente da Câmara de Vereadores de Campos e irmão do ex-governador do Rio Anthony Garotinho, Nelson Nahim, é um dos condenados, que ficou conhecido como “Meninas de Guarus”. Nahim também foi prefeito interino de Campos. Dos 14 mandados de prisão, 12 foram efetuados e dois acusados estão foragidos.

Cerca de 15 crianças e adolescentes (entre oito e 17 anos) eram mantidas em cárcere privado para prostituição e exploração sexual, nos anos de 2008 e 2009. Elas eram vigiadas por homens armados e recebiam comida e drogas como pagamento. As vítimas eram obrigadas a consumir drogas, como cocaína, haxixe, crack, ecstasy e maconha, sem que pudessem oferecer resistência.

A quadrilha também levava as vítimas até os clientes em motéis e hotéis da cidade. As crianças chegavam a fazer 30 programas por dia. Havia uma tabela de preços, que iam de R$ 80 a R$ 300. Os criminosos foram condenados pela juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza, na 3ª Vara Criminal de Campos, e as penas variam de um a 31 anos de prisão.

Entre os condenados também estão o ex-vereador Marcus Alexandre dos Santos Ferreira, o Leilson Rocha da Silva, mais conhecido como “Alex”; o policial militar Ronaldo de Souza Santos e o empresário Renato Pinheiro Duarte.

Eles foram condenados pelos crimes de quadrilha armada, estupro de vulnerável, exploração sexual de crianças e adolescentes entre outros. O irmão do ex-governador Garotinho, Nelson Nahim, foi condenado a 12 anos.