Arquivo mensal: agosto 2013

Criança é deixada dentro de carro fechado em Trindade

Do G1 GO, com informações da TV Anhanguera

  

Uma criança foi deixada dentro de um carro com os vidros fechados na tarde de segunda-feira (26), em Trindade, a 18 quilômetros de Goiânia. O flagrante foi feito por um telespectador da TV Anhanguera, que não quis se identificar. Ele gravou um vídeo, que mostra o menino dentro do veículo (veja ao lado).

Segundo o telespectador, a criança aparentava ter três anos. A mãe teria deixado o filho sozinho em uma das principais avenidas da cidade, enquanto fazia compras. A mulher só apareceu cerca de 15 minutos depois.

No momento em que a criança estava trancada, a temperatura era de mais de 30ºC. No entanto, nestas condições, a sensação térmica dentro de um carro fechado pode chegar a 50ºC em poucos minutos, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Os riscos em situações como esta são grandes, pois a criança pode ficar desidratada, sofrer queimaduras e até morrer asfixiada.

Outros casos
Um homem foi preso, em maio deste ano, após deixar a filha de menos de 1 ano trancada dentro de um carro. Ele e a mulher saíram de Senador Canedo, na Região Metropolitana, para fazer compras em uma feira hippie da capital.

Policiais militares encontraram a criança no veículo e abriram uma das portas. O pai foi liberado após pagar fiança e responde por abandono de incapaz em liberdade.

Outro caso aconteceu em setembro de 2012, quando uma criança de dois anos foi deixada dentro de um carro de passeio, com os vidros abertos, no estacionamento de um shopping em Goiânia. O pai estava no estabelecimento, comprando roupas. O caso foi registrado no 8º Distrito Policial.

Bebê trancado em carro com vidros fechados, em Trindade, Goiás (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)Menino trancado em carro com vidros fechados (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)
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Menino tem olhos arrancados em crime que gerou indignação na China

Da AFP

O garoto ao lado da mãe nesta terça-feira (27) em hospital da cidade chinesa de Taiyuan (Foto: AFP)O garoto ao lado da mãe nesta terça-feira (27) em hospital da cidade chinesa de Taiyuan (Foto: AFP)

Um menino chinês de seis anos foi drogado e teve os globos oculares extirpados para um suposto tráfico de órgãos, um crime selvagem que provocou uma onda de indignação no país.

Uma reportagem de uma emissora de televisão da província de Shanxi mostra o menino, que ficou cego, em sua cama no hospital, com a região dos olhos cobertas por uma faixa.

O crime odioso ilustra mais uma vez o problema da carência de órgãos na China, situação que alimenta o tráfico.

Na reportagem, os pais do menino, que mora em uma área rural e pobre, afirmam que no primeiro momento pensaram que o filho havia se ferido gravemente em uma queda no sábado, antes de perceber que a criança havia sofrido uma dupla extirpação.

“Tinha o rosto cheio de sangue, suas pálpebras estavam ao contrário e debaixo os olhos não estavam mais no lugar”, contou o pai.

A polícia encontrou os dois globos oculares, sem a córnea, segundo o canal estatal CCTV.

A polícia ofereceu uma recompensa de 100.000 iuanes (12.200 euros) a quem ajudar a encontrar uma mulher não identificada que seria a principal suspeita.

O menino tem o lábio leporino, uma má-formação congênita que poderia explicar a escolha dos traficantes.

Muitos internautas reagiram com indignação.

“Como é possível tanta crueldade? É tão sádico”, afirmou um deles.

“Uma verdadeira tragédia com esta criança”, comentou outro.

A maioria das cirurgias de transplantes na China acontece com órgãos extirpados de condenados a morte ou de prisioneiros após a morte, geralmente sem autorização das famílias, segundo organizações de defesa dos direitos humanos, o que é negado pelas autoridades chinesas.

Quase 300 mil pacientes precisam de transplante na China todos os anos, mas apenas 10 mil conseguem ante a falta de doadores, segundo a imprensa estatal.

A tradição chinesa estipula que um morto deve ser enterrado sem ter o corpo mutilado e poucos chineses aceitam a retirada dos órgãos de um parente.

Mulher dá à luz em banheiro de bar, enrola bebê em saco de lixo e o joga no vaso sanitário

Uma mulher que deu à luz em um banheiro dentro de um bar e matou o próprio bebê foi presa depois que a polícia investigou e encontrou manchas de sangue dela no local. Amanda Catherine Hein, de 26 anos, estava em no bar Starters na Pensilvânia, assistindo um jogo com três amigos, quando saiu e foi ao banheiro, ficando lá por cerca de 40 minutos.

Ela voltou para a mesa com manchas de sangue, mas insistiu que estava bem. A polícia disse que ela saiu, fumou um cigarro, e voltou para junto dos amigos.

O fato aconteceu no dia 17 de agosto. Um dia depois, um zelador que havia recebido pedidos para desentupimento de um dos sanitários encontrou a criança enrolada em um saco plástico, submersa atrás do assento do vaso.

A mulher foi acusada de assassinato, e pode até mesmo pegar pena de morte. A criança havia nascido saudável, mas foi sufocada até a morte.

Hein percebeu que estava grávida em maio ou junho deste ano, mas não havia contado a ninguém. Nenhum dos amigos que estavam com ela na noite em que deu à luz sabia da gravidez.

 
Mulher dá à luz em banheiro de bar, enrola bebê em saco de lixo e o joga no vaso sanitário
 
Depois que ela supostamente matou o bebê, permaneceu no bar por mais uma hora. Ela tinha sangue em sua roupa, mas recusou ir para casa até que o jogo acabasse. 
 
Depois de ter sido interrogada por policiais, Hein admitiu que tinha dado á luz a um bebê vivo, e que o matou e o escondeu no banheiro depois de envolve-lo em um saco plástico, o qual havia sido retirado da lata de lixo. Pela lei local, um assassinato envolvendo bebês pode gerar pena de morte. O caso segue em julgamento.

Leia mais em: http://www.techmestre.com/mulher-da-a-luz-em-banheiro-de-bar-enrola-bebe-em-saco-de-lixo-e-o-joga-no-vaso-sanitario.html#ixzz2dBwYHiW5

Bebê volta de creche cheio de mordidas no RS

Do R7, com Balanço Geral

 
Mãe questiona onde estavam os responsáveis pela creche durante a agressão ao bebê Reprodução/Rede Record

Um bebê de dez meses foi entregue para a mãe cheio de mordidas no rosto, em Porto Alegre (RS). As agressões foram feitas por uma outra criança na creche. A família registrou o caso na polícia e acusa a creche de negligência. 

A mãe ficou indignada com o comportamento da dona da escolinha, que não a comunicou da situação e tampouco levou a menina ao médico. 

— Eu fiquei assustada. Eu gostaria de saber onde estava a diretora, onde estava a professora e onde estava a dona da escolinha, onde estavam todos?

O bebê frequentava a creche há cinco meses. Neste período, segundo a mãe, ele já tinha sido mordido outras três vezes pela mesma criança, uma menina de um ano e quatro meses. As agressões, no entanto, nunca tinham sido tão fortes. 

A família já registrou na polícia a ocorrência por lesão corporal e também vai entrar na Justiça contra a escola.  A responsável pela creche admite que houve negligência. A educadora que tomava conta do berçário não trabalha mais no local.   

Menino de quatro anos atropela e mata por acidente a irmã de 16 meses

Do R7

 
Ao chegar à garagem, o pai das crianças apenas viu a caminhonete bater na cerca da casa vizinha Reprodução/nydailynews.com

Um menino de quatro anos atropelou e matou acidentalmente a irmã mais nova, de apenas 16 meses, no distrito de Westminster, em Londres. O acidente aconteceu na tarde do último domingo (25).

Segundo o jornal americano Daily News, o menino conseguiu alcançar as chaves da caminhonete da família, entrou no veículo, que estava estacionado na garagem da casa, e deu partida.

O pai das crianças, que estava se arrumando para sair com a caminhonete, saiu correndo de dentro da casa depois de ouvir o barulho do motor ligado, mas ele não chegou a tempo de evitar o acidente.

Ao chegar à garagem, ele apenas viu a caminhonete bater na cerca da casa vizinha. A menina, atingida pelo veículo, morreu instantaneamente.

Acredita-se que a caminhonete estivesse com um defeito que permitia que o veículo fosse ligado mesmo estando em primeira marcha, o que, em condições normais, travaria a movimentação do veículo.

A polícia está investigando o caso, mas ainda não está definido se os pais enfrentarão qualquer tipo de acusação.

Professor: como agir diante de um possível caso de abuso sexual

Para a educadora italiana Rita Ippolito, há quase duas décadas no Brasil e organizadora do Guia Escolar: Métodos para identificação de sinais de abuso e a exploração sexual em crianças e adolescentes (2003), uma publicação conjunta da Secretaria Especial dos Direitos Humanos e do Ministério da Educação, a prática da cidadania passa pela escola; os professores e educadores são os protagonistas desse processo, que envolve o respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a garantia dos direitos de seus alunos. Assim, é possível que, em algum momento, o educador se depare com uma criança em situação de abuso sexual. O que fazer? A seguir, algumas breves orientações.

Suspeita – “Se o professor tem uma suspeita, é importante que ele fale com o aluno”, afirma Rita. “O primeiro interlocutor fundamental é a criança e, para isso, o educador precisa conquistar sua confiança. Afinal, se o menino ou a menina sofreu de fato um abuso, pode considerar aquele adulto também como um inimigo.”

Relato – “Uma vez que a criança deposite a confiança naquele adulto, vai contar o que está acontecendo com ela”, diz Rita. É importante que a conversa aconteça num ambiente tranquilo e seguro, sem interferência de outras pessoas. O professor deve se manter calmo, sem reações extremadas, para não influenciar o relato do aluno. “Se for necessário, deve pedir ajuda à direção da escola, sempre com discrição.”

Família – “É preciso entrar em contato com a família; mas, antes, o professor precisa ouvir da criança quais são as pessoas que ela aprova como interlocutores.”

Notificação – “Não difundir a história e agir com muita discrição, porque é um caso extremamente delicado. Também é necessário compreender exatamente o que está acontecendo com a criança”, diz Rita. “No momento em que tiver todos os indícios de que se trata mesmo de abuso, o educador deve avisar a família e notificar o Conselho Tutelar.”

Cuidado com a criança – “A criança é prioridade em toda essa história. É a parte mais vulnerável, pois passa a sentir culpa e pressão por parte da família” afirma Rita. “Muitas vezes, alguns familiares minimizam a violência à criança como se fosse um problema menor. Por exemplo: ora, como acusar o chefe da família de abuso? Por isso, a escuta, o acolhimento e a proteção do professor àquele aluno se torna muito importante. A criança se sente mais segura, se há alguém que conhece todas as minúcias de sua situação.”

Reinserção na escola – De acordo com Rita, caso a situação não tenha sido tão traumática, é possível trabalhar um programa de redução de danos para aquela criança abusada. “O histórico de abuso deve ser mantido em sigilo. É essencial respeitar a privacidade da criança. Além disso, o professor deve trabalhar a solidariedade, o respeito mútuo, compreender o tempo interno dessa criança e fazer com que ela não seja discriminada nem isolada, sendo capaz de continuar na escola e interagir normalmente com as outras crianças.”

Instituição – “O professor também precisa de suporte. Às vezes, sozinho não consegue fazer um acompanhamento adequado. Por isso, a instituição deve apoiá-lo e motivá-lo. A formação dos profissionais também se faz fundamental: saber lidar com situações de violência sexual e como atuar, a quem notificar, além de compreender o que é infância no século 21, o que diz o ECA, quais as condições sociais de seus alunos, como são suas famílias e o que fazer para garantir os direitos dessas crianças dentro da escola.”

Prevenção – Segundo Rita, é importante que as crianças e os adolescentes se conscientizem da própria sexualidade, conforme as características de cada faixa etária, e trabalhem a capacidade de falar de situações de perigo e de dizer ‘não’. “Com a orientação recebida na escola, a criança pode perceber se está sendo abusada e como ela é possível se defender”, conta. “A sexualidade precisa deixar de ser aquele monstro, aquela coisa terrível, e se tornar tema de diálogo, um assunto conversado dentro da escola de forma natural.”

NAS AMARRAS DO MEDO

Pesquisa conduzida com profissionais da rede pública de saúde mostra que mais da metade deles não notifica casos de violência infantil.
 
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, todo profissional de saúde é obrigado a notificar os casos de violência, mesmo que seja uma leve suspeita.
Percentual inquietante: 68% dos profissionais de saúde não notificam casos de violência a menores, contrariando o que determina o Estatuto da Criança e do Adolescente. Apesar de não precisarem se identificar ou sequer comprovar a suspeita para fazer uma denúncia, a maioria libera as crianças agredidas sem qualquer intervenção.
É o que mostra pesquisa feita com 107 profissionais da rede pública de saúde de Olinda (PE). Dos 86% que já suspeitaram de violênciapelo menos uma vez, somente 36,4% notificaram. A pergunta central é por quê?
Foi a partir dessa indagação que o cirurgião-dentista João Luís da Silva, da Universidade Federal de Pernambuco, realizou o estudo, baseado em entrevistas a cirurgiões-dentistas, médicos e enfermeiros da Estratégia Saúde da Família (ESF) de Olinda.
Entre outubro de 2011 e fevereiro de 2012, ele endereçou 50 questões (por meio de questionário e entrevista) aos profissionais, não só sobre suas suspeitas e notificações, mas também se já haviam sido vítimas de violência em alguma época da vida, participado de discussões sobre o tema ou feito cursos em saúde coletiva.
O pesquisador relata que os profissionais de saúde reconhecem a enorme importância da notificação, mas se rendem ao medo de sofrer consequências. “Represálias e ameaças do agressor, fora e dentro do ambiente de trabalho, são as principais amarras dos profissionais”, observa. Ele constatou, no entanto, que aqueles que já fizeram uma denúncia não foram procurados depois.
 Além do medo, foram apontados outros fatores que impedem a ação. “A falta de articulação dos postos de saúde com outros setores responsáveis, a burocracia do processo e a falta de retorno por parte desses setores foram queixas presentes nas entrevistas”, conta Silva.

SAÚDE ALÉM DA CLÍNICA

O interesse do pesquisador pelo tema surgiu de sua própria experiência. Quando cursava o último período da graduação em odontologia, atendeu no estágio um garoto de oito anos com traumatismo dentário. O menino disse que tinha se machucado ao fugir de um ataque violento da mãe, que o espancava frequentemente. A mãe, porém, alegava que tinha sido um acidente.
“Fiquei muito perturbado com a situação e perguntei à minha orientadora o que poderia fazer pela criança, além de tratar a lesão. Esperava algum direcionamento para lidar também com a questão da violência”, conta Silva. “Mas ela disse que não se podia fazer mais nada, que aquilo já não era da nossa competência. Essa situação me inquietou muito.”
Silva começou aí a pesquisar a legislação existente sobre como os profissionais de saúde devem agir diante de um caso de violência contra menores. “Descobri que pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, todo profissional de saúde é obrigado a notificar os casos de violência, mesmo que seja uma leve suspeita”, diz.
Durante seu mestrado, resolveu ouvir os profissionais de saúde para saber como agem frente a essa situação. “Quis lhes dar voz para que os gestores de saúde possam conhecer e atuar sobre as dificuldades encontradas quando eles decidem notificar situações de violência, melhorando assim o cuidado geral”, justifica.

DIRETRIZES DE NOTIFICAÇÃO

Muitos profissionais de saúde que testemunharam violência contra crianças não sabem como nem a quem fazer a denúncia. Segundo Silva, o tema da violência não é abordado na graduação, mas só na pós-graduação em saúde coletiva ou em oficinas promovidas por alguns serviços de saúde. “A cidade de Olinda já faz esse trabalho de sensibilização com os profissionais da rede pública. Por isso escolhi estudá-los”, diz o pesquisador.
As perguntas foram baseadas na ficha de notificação elaborada pelo Ministério da Saúde e distribuída a todos os postos da rede pública do país. No formulário, o profissional encarregado de notificar preenche o tipo de violência sob suspeita, o meio de agressão, o tipo de lesão causada e os dados pessoais do paciente.
Dali a ficha segue para a Secretaria Municipal de Saúde e para o Conselho Tutelar, que encaminhará o menor para outras instâncias (hospitais, psicólogos, delegacias ou casas de abrigo). A denúncia também segue para as Delegacias de Proteção da Criança e do Adolescente, que investigarão o caso.
O profissional não precisa se identificar, mas a Secretaria de Saúde exige o carimbo e o código da unidade de saúde, o que inibe a maioria deles, já que temem represálias também aos colegas e agentes comunitários que vivem nas áreas atendidas.
Apesar das grandes dificuldades que o sistema ainda precisa enfrentar, a obrigatoriedade da notificação reconhece a violência como um problema de saúde pública. Silva acredita que a sensibilização em relação a essa questão amplia a visão do profissional de saúde, que não deve ser apenas clínica. “Mas há de se analisar se é prudente e justo obrigar a notificação num cenário onde muitas vezes não há amparo e auxílio aos profissionais”, pondera o autor.
Camille Dornelles
Ciência Hoje/ RJ