Mãe alega coação e padrasto nega estupro de bebê

DC

O ex-presidiário Marcondes Dias Moura, 35, padrasto da bebê, negou ter estuprado a própria enteada

DA REDAÇÃO

A dona-de-casa Azenil Mira de Oliveira, 29, mãe da menina de um ano e 11 meses que foi estuprada pelo padrasto e teve a genitália rasgada e queimada, alegou ter sido pressionada pelo marido, Marcondes Dias Moura, de 35, para que não procurasse por socorro. É o que informa o repórter Adilson Rosa, do jornal “Diário de Cuiabá”. O casal foi autuado em flagrante anteontem pelos crimes de estupro, atentado violento ao pudor e lesão corporal gravíssima. Marcondes nega os crimes.

Além da violência sexual, a menina foi queimada com uma panela quente nas partes íntimas, na tentativa do agressor de acobertar os indícios do estupro. A menina já estava com a região com necrose quando recebeu socorro. “Eu cheguei em casa e vi a frauda dela manchada de sangue. Meu marido disse não saber o que era, mas me impediu de procurar o pronto-socorro. Ele me ameaçou. Minha filha não chorava”, declara a mãe da menina.

O ex-presidiário Marcondes Dias Moura, 35, padrasto da bebê, negou ter estuprado a própria enteada. Ele alegou à polícia que o bebê se queimou acidentalmente com uma panela. Ele passou a noite numa cela da Delegacia do Complexo do Parque do Lago e ontem, pela manhã, foi levado para a Delegacia da Defesa da Mulher para ser interrogado.

“Não fiz nada contra a menina. Estão dizendo por aqui, mas não provam. Não fiz nada e não sei do que estão falando. Faço questão de mostrar o meu rosto porque não fiz nada”, assegurou diante da imprensa. Policiais da Delegacia da Defesa da Mulher, no entanto, garantem que trabalham absolutamente respaldados em provas. Lembraram que o exame de conjunção carnal comprovou a violência sexual. “Ele (Marcondes) pode alegar o que quiser”, rebateu um policial. A ficha criminal de Marcondes é extensa. Ele responde inquérito por roubo de veículos ocorridos na Grande Cuiabá.

A menina só não morreu porque o avô paterno viu os ferimentos, 10 dias depois do crime, após estranhar o mau cheiro ao pegar a menina no colo. A criança está internada no Pronto-socorro de Cuiabá. A delegada Daniela Maidel informou que a médica responsável pelo atendimento do bebê não tinha idéia do crime hediondo. Acreditava que se tratava de alguma micose.

“Seria algo impensável, mesmo para um médico. O mistério foi desvendado pelo exame de conjunção carnal, que comprovou a violência sexual, a monstruosidade praticada contra a menina”, observou a delegada. Já no pronto-socorro, médicos também descobriram que o bebê também estava sem se alimentar por mais de uma semana – nada foi encontrado no estômago ou no intestino.

A criança já não corre riscos de morte e não sofre com infecção generalizada. Ela está com uma bolsa de colostomia, que deverá ser retirada após uma nova cirurgia. Ela já foi submetida a três procedimentos de correção da genitália. O padrasto e a mãe da bebê foram presos na tarde de segunda-feira na localidade de Souza Lima, em Várzea Grande.

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