Mãe diz não entender motivo que levou marido a agredir bebê em GO

A mãe da menina de 7 meses, que morreu nesta sexta-feira (27) após ser supostamente espancamento pelo pai, está abalada com a perda da filha. De acordo com a genitora da criança, que tem 14 anos, ela nunca imaginou que o companheiro, de 23 anos, pudesse agredir a filha, que se chamava Stefanie. “Estou sem entender o porquê de ele ter feito isso com ela. Eu não imaginava. Ele disse pra mim que ia mudar e eu dei meu voto de confiança”, disse a adolescente.

O bebê morreu nesta madrugada, após dois dias internado no Hospital de Urgências de Goiânia. A menina foi encaminhada à unidade de saúde na quarta-feira (25), após receber um primeiro atendimento no Centro de Atendimento Integral à Saúde (Cais) de Inhumas, onde a família mora. Ela teve um dos braços quebrados, sofreu traumatismo craniano e apresentava diversos hematomas pelo corpo.

A mãe conta que não estava em casa no momento da agressão. À pedido do marido, ela tinha ido à casa de uma prima dele para pegar R$ 10 emprestado. Segundo a adolescente, ela ficou 20 minutos fora de casa e, quando chegou, o jovem, que aparentava estar dormindo, saiu em seguida. Já a filha estava no berço.

“Eu peguei ela no berço e ela estava desmaiada. Eu pedi a vizinha da frente para me levar no Cais, ela pegou e levou, ai chegou lá no Cais e o médico disse que ela estava com o braço quebrado. Depois ele falou que ela tinha sido espancada e eu não soube explicar porque eu não estava em casa”, afirma a menor.

O companheiro confessou para a adolescente ter agredido a filha. “Ele falou que eu tinha saído e ela ficou chorando. Ele ficou perturbado, disse que nem lembrava o que fez direito, mas que pegou ela pela cabeça e tacou ela na chão”, disse a mãe de Stefanie.

Stefanie morreu aos sete meses de vida em hospital de Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)Stefanie morreu aos sete meses de vida em hospital de Goiânia (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

Investigação
Apesar de confirmar a agressão para a adolescente, o jovem já apresentou três versões diferentes sobre o fato para a Polícia Civil. “Inicialmente, ele havia afirmado que a criança tinha caído do berço, posteriormente, depois da prisão dele, ele narrou que tinha jogado a criança do colo dele de forma voluntaria e, já no interrogatório dele, ele nos contou que ia pagar pelo crime, mas que só iria contar a verdade perante o juiz e preferiu ficar em silêncio”, explicou o delegado responsável pela investigação, Humberto Teófilo.

A adolescente conta que foi expulsa da casa dos pais ao engravidar, por isso, ela se mudou para a casa da irmã e, há quatro meses, mora com o pai da filha. Ela relatou que o marido usa todos os tipos de droga. Por isso, ela não descarta que ele estivesse sob o efeito de entorpecentes quando agrediu a filha.

Berço de onde pai alegou que criança caiu, segundo a polícia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Berço de onde pai alegou, inicialmente, que criança caiu (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

De acordo com a menor, o marido nunca havia batido nela ou na filha. No entanto, a adolescente relatou que, na última semana, a filha estava com alguns hematomas no corpo, mas não sabe o motivo. “Ela estava indo na creche e sábado ficava com uma vizinha”, diz.

O delegado investiga a conduta da mãe da vítima. O inquérito policial deve ser concluído em dez dias.

Segundo o delegado, o pai da menina já tem passagens na polícia por ser usuário de drogas e furto. Ele deve ser indiciado por homicídio qualificado, na forma dolosa, que tem pena prevista de 12 a 30 anos de prisão.

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