Testemunhas confirmam que criança vivia em banheiro, diz polícia em MS

Do G1 MS

Menina de 8 anos morava em banheiro de construção em Campo Grande (Foto: Graziela Rezende/ G1 MS)Menina de 8 anos morava em banheiro de construção em Campo Grande (Foto: Graziela Rezende/ G1 MS)

Duas testemunhas e o homem apontado como o pai biológico de menina de 8 anos, vítima de abuso sexual, em Campo Grande, prestaram depoimento nesta sexta-feira (13), na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e o Adolescente (Depca). Segundo o delegado Paulo Sérgio Lauretto, titular da Depca, as testemunhas confirmaram que o jardineiro de 46 anos e a criança residiam no banheiro de uma obra do bairro Santa Emília, região Sul da cidade.

“Elas confirmaram que o homem morava naquele local com a menina. Sobre a mulher, que seria a mãe biológica da criança, as testemunhas disseram que a viram poucas vezes. Essas pessoas também disseram que viam a menina pedindo dinheiro, sendo que em seguida entregava para o homem”, afirmou ao G1 o delegado.

Sobre o homem que seria o pai biológico da criança, o delegado diz que ele demonstrou interesse em cuidar da vítima. No entanto, a mulher dele, que foi madrasta da menina por um tempo, é suspeita de maus-tratos contra a criança.

“A mãe a abandonou com o jardineiro e o pai tem essa questão envolvendo a madrasta. Então acredito que todas estas situações serão avaliadas por um juiz e, por enquanto, a menina permanece em um abrigo”, ressaltou o delegado.

Polícia constatou local insalubre onde criança vivia com suspeito (Foto: Graziela Rezende/G1 MS)Polícia constatou local insalubre onde criança vivia  com suspeito (Foto: Graziela Rezende/G1 MS)

Entenda o caso
O jardineiro foi preso em flagrante na última quarta-feira (11), suspeito de estuprar a menina. Uma denúncia anônima levou os investigadores da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) à casa do suspeito.

Segundo informações da polícia, o homem dizia ser o pai da menina e a forçava a pedir dinheiro no bairro. A criança tinha várias mordidas pelo corpo.

A criança vivia em um banheiro de uma obra, em meio a fezes, lixo e animais mortos. “Nos fundos da obra havia o banheiro improvisado, sem vaso e com uma fossa, no qual o homem colocou uma cama e um fogão velho”, disse ao G1 o delegado Paulo Sérgio Lauretto, titular da Depca.

A perícia verificou que a menina vivia em meio a animais e lixo – o mal cheiro no local era forte. Além disso, o banheiro onde ela ficava era afastado das residências vizinhas.

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