Criança é espancada pelo pai enquanto dormia, diz polícia da PB

Uma criança de seis anos teve o braço quebrado após ter sido espancada e pendurada por uma corda em uma barra de ferro no telhado da casa em que mora com o pai e a madrasta, na cidade de Fagundes, no Agreste paraibano. De acordo com a Polícia Civil, o suspeito de ter agredido a criança é o próprio pai, que chegou a ser detido para depor, mas em seguida foi liberado.

O caso aconteceu no sábado (1º), no dia do aniversário do menino, mas só ganhou destaque na segunda-feira (3), depois que uma testemunha, que não quis se identificar, contou em entrevista à TV Paraíba o que aconteceu com a criança. “Ele [o menino] conta que estava dormindo e o pai já o acordou espancando-o com cordas. Ele relatou pra mim que o pai colocou uma barra de ferro no telhado e o pendurou. Quando o ferro rompeu, ele caiu e bateu com o braço na parede e, com o impacto, acabou quebrando o braço,” disse a testemunha.

A criança foi socorrida por vizinhos e levada para um posto de saúde da cidade, de onde foi encaminhada para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. No hospital, a criança contou que o pai bebia muito e que sempre era agredida por ele e pela madrasta. O avô do menino denunciou o caso no Conselho Tutelar da cidade e o pai chegou a ser detido para prestar depoimento na delegacia da cidade de Queimadas, na mesma região, sendo liberado em seguida. O caso está sendo investigado pela polícia.

De acordo com o Conselho Tutelar de Fagundes, a mãe da criança havia deixado o filho para ser criado pelo pai depois que ela foi morar no distrito de Galante, em Campina Grande, mas que agora vai pedir a guarda da criança de volta.

O menino está internado na ala infantil do Hospital de Trauma de Campina Grande aguardando uma cirurgia e o estado de saúde dele é considerado regular, segundo boletim da unidade. “Ele está conversando, está falante e sorrindo. Fala sobre o assunto, mas não entra em detalhes. O setor de psicologia, assim como o de serviço social, está acompanhando o caso”, disse a psicóloga Aline Fernandes, que trabalha no hospital.

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