Madrasta amarra e agride fisicamente enteada de seis anos

Foto: Folha Vitória
Maria Cristina teria cortado as unhas da enteada com um alicate de obras

Uma mulher foi presa na manhã desta quinta-feira por agredir fisicamente a enteada de seis anos de idade, no bairro Porto Santana, em Cariacica. A criança apresentava marcas de queimadura, o olho machucado e os dedos feridos. A menor também era amarrada com um sutiã e desde junho não freqüentava a escola. A acusada, Maria Cristina Silva Santos, de 37 anos, trabalhava como babá de outras duas crianças.

Foram os vizinhos que acionaram a polícia, após escutar os gritos da menor de seis anos. Segundo a delegada Tânia Zanoli, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a criança pedia que outra irmã, de 15 anos, não a deixasse em casa. Os vizinhos a encontraram amarrada com um sutiã.

Ao ser levada à DPCA, a criança confirmou que era constantemente machucada pela madrasta. Em depoimento, ela declarou que Maria Cristina a deixava presa dentro de casa, além de amarrá-la. A menor também afirmou que a madrasta cortava as unhas dela com um alicate usado em obras de construção. Em outro momento, a criança disse que a acusada teria tentado cegá-la apertando os olhos da menina com os dedos.

Maria Cristina morava há oito anos com o pai da vítima, o pedreiro Raildo Oliveira Galvão, de 28 anos. Ela teria duas filhas de um primeiro casamento, uma das meninas, de 16 anos, seria casada e estaria grávida. Outra, de quinze anos, teria fugido na manhã desta sexta por causa de maus tratos da mãe. Ela está neste momento sob a guarda do conselho tutelar.

Foto: Folha Vitória
A acusada não admite ter praticado as agressões

Raildo é pai de duas meninas: a vítima e outra criança de quatro anos. Ele alegou não ter conhecimento dos maus tratos dedicados à criança. “Eu saio de casa às 6h e só retorno às 21h”, defendeu-se. Quando indagado sobre os ferimentos encontrados no corpo da menor, ele alegou que ela lhe dizia que havia se queimado com comida, ao se alimentar.

O pai também afirmou que nunca havia presenciado alguma atitude agressiva por parte de Maria Cristina, e que a madrasta se relacionava bem com as crianças. Ele recebeu a notícia da prisão da mulher, através de uma ligação da filha mais velha. Ao chegar em casa, encontrou os vizinhos que lhe disseram que “linxariam Maria Cristina”. Ele deverá retornar à DPCA na segunda-feira para prestar depoimentos. “Se for verdade, vou pegar minhas meninas e ir embora pra Bahia, onde mora a mãe delas”, concluiu o pai.

Foto: Folha Vitória
Tecidos utilizados para amarrar a menor

A madrasta da criança não admite as agressões e disse que “às vezes prendia a menina no banheiro, com medo de que a menor se machucasse enquanto estivesse trabalhando”. Ela declarou que as queimaduras no corpo da menor eram resultado de alimentos quentes e disse que os gritos que os vizinhos constantemente escutavam, em que a menor pedia à “mãe” que não a agredisse, eram motivados por brincadeiras. “Eu brincava de perseguir as meninas”, alegou a acusada. A acusada é babá de duas crianças no bairro Presidente Médici, em Cariacica. Ela já tinha sido detida por agressão em março deste ano, mas foi libertada por falta de provas.

Segundo a delegada, Maria Cristina será encaminhada para o presídio feminino de Tucum e as crianças ficarão sob a guarda do conselho tutelar até o fim das investigações. “Caso haja provas de conivência do pai nas agressões, ele também será autuado”, concluiu.

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