Relatório aponta que 1,4 mil menores foram vítimas de abuso em cidade inglesa

EFE

Os cinco homens (acima) de origem paquistanesa foram presos por exploração sexual em 2010BBC

Pelo menos 1.400 menores sofreram abusos sexuais entre 1997 e 2013 na cidade de South Yorkshire, no norte da Inglaterra, frequentemente perante a inação das autoridades, revelou um relatório divulgado nesta terça-feira (26).

O documento em questão, elaborado a pedido da Prefeitura de Rotterham e após a prisão de cinco homens de origem paquistanesa por exploração sexual em 2010, recolhe múltiplos erros judiciais da polícia, das autoridades municipais e das agências de proteção aos menores.

Segundo esse relatório, meninas de apenas 11 anos eram estupradas por várias pessoas ao mesmo tempo, enquanto outros menores foram sequestrados, agredidos e levados para outras cidades da Inglaterra ao longo desses 16 anos.

Algumas crianças foram ameaçadas com pistolas, borrifados com gasolina e forçados a assistir as violações, de acordo com o documento, que atribui a maioria desses crimes às redes paquistanesas de exploração sexual que atuavam em Rotterham e em outras localidades do norte da Inglaterra.

“É duro descrever a natureza aterrorizadora dos abusos que esses menores sofreram”, indicou hoje na apresentação do documento sua autora, Alexis Jay, uma antiga educadora.

Segundo Jay, muitas das provas apresentadas à polícia e às autoridades municipais desde 1997 em Rotterham não foram levadas em consideração.

— Se todas as autoridades envolvidas tivessem estado menos preocupadas com suas próprias agendas e preconceitos, e se tivessem centrado no bem-estar das crianças, muitos desses menores não teriam sofrido os abusos e a brutalidade que estamos observando.

Segundo a autora do relatório, o assédio e os abusos contra os menores foram durante anos um evidente problema nessa cidade.

“Grande parte do pessoal falou de seu nervosismo para identificar a origem étnica dos culpados por temer acusações de racismo, enquanto outros alegaram que seus chefes eram contrários”, aponta o documento.

Pelo menos um terço dos abusos sofridos por esses 1.400 crianças tinha conhecimento das agências de proteção de menores, segundo o documento.

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