05/04/2014 08h32 – Atualizado em 05/04/2014 08h32 ‘Foi brincadeira’, diz mãe de crianças sobre vídeo de suposto estupro

Do G1 AP, com informações da TV Amapá

Promotor Promotor da Infância e Juventude Rodrigo Assis (Foto: Reprodução/TV Amapá)da Infância e Juventude Rodrigo Assis (Foto: Reprodução/TV Amapá)

A mãe dos gêmeos de 2 anos, supostamente abusados sexualmente pela prima de 16 anos, disse que o episódio com a adolescente “foi uma brincadeira”. A menina foi filmada pela irmã de 15 anos numa suposta relação sexual com as crianças. As imagens com duração de 58 segundos foram compartilhadas nas redes sociais e pelo Whatsapp, conforme investigação da Delegacia de Investigação em Atos Infracionais (Deiai).

“Foi uma brincadeira. [adolescente] Ela não sabia. Como é que iria saber? É parente dela. A menina fez isso e está pagando pelo que fez”, disse a mãe dos gêmeos em entrevista à TV Amapá.

A menina de 16 anos, segundo a Deiai, está apreendida no Centro de Internação Provisória (CIP), em Macapá. O pedido de apreensão foi feito ao Ministério Público do Estado do Amapá(MP), baseado na possibilidade de risco para a menor, com a repercussão do caso no local onde mora, no bairro Perpétuo Socorro, Zona Leste de Macapá. A adolescente de 15 anos está em liberdade e à disposição da Justiça, de acordo com o promotor da Infância e Juventude Rodrigo Assis.

Na filmagem, os dois meninos estão nus em cima de uma cama e são supostamente abusados pela adolescente de 16 anos. Na gravação, a menor estaria fazendo sexo oral em uma das crianças e acariciando as partes íntimas da outra. Os garotos também são beijados na boca pela mesma jovem.

“Elas disseram que fizeram sem pensar e que o ângulo da filmagem causou interpretação errada. Mas, conforme oitiva realizada, ambas tinham consciência de que estavam fazendo uma coisa errada”, afirmou o promotor do MP.

Delegado da Deiai Plínio Roriz disse que ficou surpreso com o caso (Foto: Abinoan Santiago/G1)Delegado da Deiai Plínio Roriz disse que ficou
surpreso com o caso (Foto: Abinoan Santiago/G1)

O caso teria ocorrido em novembro de 2013, mas a Polícia Civil só teve acesso ao vídeo através de uma denúncia anônima em março de 2014. A polícia conseguiu chegar às adolescentes após reconhecer a jovem de 16 anos que aparece nas filmagens na suposta relação sexual com os meninos. Ela já havia sido apreendida pela Delegacia de Investigação de Atos Infracionais por ameaça e lesão corporal, segundo o delegado Plínio Roriz.

O psicólogo da promotoria da Infância e Juventude Newton Chianca avalia a demora na realização da denúncia pela banalização de conteúdos semelhantes ao registrado pelas adolescentes.

“Nós vemos na sociedade pessoas brincando com vídeos pornográficos. Nós precisamos reagir a essa violência a qual somos submetidos e que muitas vezes não sabemos como reagir. Nós ignoramos até como uma forma de defesa para ficarmos como se estivesse tudo bem”, comentou o especialista.

A investigação na Polícia Civil foi concluída no prazo de duas semanas após o recebimento do vídeo, no início de março. O inquérito foi encaminhado ao MP, que pediu a apreensão das menores à Vara da Infância e Juventude.

O delegado da Deiai Plínio Roriz enquadrou as menores por estupro de vulnerável, corrupção de menores e violação ao artigo 241 do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), que proíbe expor filmagens de “sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança”.

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