Casal é acusado de manter mulher com deficiência mental 2 anos em cativeiro para ter acesso aos benefícios pagos pelo governo

Jessica Hunt, de 31 anos, e Jordie Callahan, de 26 anos são acusados de manter Shannon Eckley e sua filha como escrava em um porão durante dois anos.

A jovem disse aos jurados que ela tentou ajudar a mulher a cuidar de sua filha e culpou duas outras pessoas que já se declararam culpadas e testemunharam contra ela e seu namorado. “Eu não estava fazendo coisas ruins a ela”, disse Hunt, em tribunal federal.

O casal se declarou inocente das acusações de invadir a conta bancária da mulher por conta assistência monetária que ela recebia e de obrigá-la a cooperar por meio de abuso sexual e físico.

Os promotores disseram que a mentalmente incapaz Shannon Eckley e sua filha de 5 anos de idade foram mantidas em uma escravidão moderna, sendo ameaçadas por uma cobra e um pit bull, forçadas a viver sobre um pano úmido, em um quarto escuro com um cadeado na porta, e sem banheiro, em Ashland, Ohio, EUA. Eles disseram que o cativeiro durou desde o início de 2011 até o final de 2012.

“As condições de vida eram simplesmente subumanas”, disse Steven Dettelbach, procurador de Ohio. A mãe e a filha foram, às vezes, forçadas a comer comida de cachorro, de acordo com uma fonte policial, que tem conhecimento de primeira mão da investigação.

Entre maio de 2011 e outubro de 2012, Shannon e sua filha foram obrigadas, também, a fazer trabalhos domésticos e cuidar dos quatro filhos de Hunt. Durante todo esse tempo, Jessica e Jordie roubaram os benefícios do governo que a mulher recebia e usaram o dinheiro para coisas pessoas, afirmam as autoridades.

O casal convidou Shannon e sua filha para irem morar com eles em maio de 2011. As autoridades alegam que, depois que ela se mudou, a dupla começou a tratá-la como um escrava. Eles mantinham dentro de casa duas pítons, uma cobra coral incrivelmente venenosa; bem como lagartos, aranhas, escorpiões e vários cães, incluindo os pit bulls. Os animais eram soltos dentro do cativeiro para amedronta-las e mantê-las “na linha”.

As duas pessoas que se declaram culpadas no início do caso vão ser julgadas ainda esse mês.

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