O papel da escola na proteção à infância

educacao sexualA educação sexual nas escolas e demais espaços de convivência pode contribuir para o fortalecimento de uma cultura de proteção à criança e ao adolescente. “A escola pode ser um aliado fantástico, afinal é onde a criança passa boa parte de seu tempo e pode encontrar um adulto capaz de lhe ouvir e orientar”, diz a educadora Rita Ippolito, organizadora e coordenadora do Guia Escolar: Métodos para identificação de sinais de abuso e a exploração sexual em crianças e adolescentes, uma publicação conjunta da Secretaria Especial dos Direitos Humanos e do Ministério da Educação. O Guia está em sua terceira edição e já foram distribuídos 15 mil exemplares.

Para que a escola se torne de fato uma aliada na proteção à infância, a educadora ressalta que é preciso que professores e gestores possam contar com um projeto de educação sexual interdisciplinar que trabalhe não só o desenvolvimento da criança em todos os seus aspectos, mas também instigue a criança para que ela se torne um sujeito ativo. “Quanto mais conhecimento ela tiver, mais capacidade de defesa ela terá. É possível que ela venha a ter mais consciência e mais instrumentos para se defender”, afirma Rita.

Nesse sentido, a coordenadora de programas da Childhood Brasil, Gorete Vasconcelos ressalta que a produção de materiais que facilitem a abordagem do assunto com uma linguagem escrita e ilustrada de fácil compreensão, sem moralismo, mas com respeito, pode contribuir muito para a introdução do tema nesses espaços, uma vez que a temática pode trazer à tona preconceitos e tabus interiorizados dos próprios educadores.

Ela acrescenta que outras medidas também são necessárias. “Ainda considero importante que a comunidade escolar mantenha um processo contínuo de formação dos educadores e que nas reuniões com os pais as temáticas da sexualidade e da prevenção à violência sejam abordadas de forma esclarecedora e acolhedora, sem tabus e preconceitos”, diz.

Limitações

Embora o tema do enfrentamento à violência sexual já esteja presente em algumas escolas, ele ainda tem sido tratado como um tema secundário. “A situação é bastante frágil. Material teórico existe, mas falta metodologia para implantar as ações. É necessária uma série de ações e de disponibilização de recursos para isso”, diz Rita Ippolito.

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