Menina mantida em armário por seis anos nos EUA supera, aos poucos, abusos da mãe e do padrasto

Lauren conseguiu se formarFoto: Reprodução / Facebook
Extra
Pela primeira vez em anos, Lauren Kavanaugh deixou os antidepressivos e  remédios para transtorno bipolar de lado. Passou a fazer exercícios, a conversar  mais e concluiu o ensino médio. Aos 20 anos, a jovem que vive em uma casa de  campo na cidade de Canton, no Texas, nos Estados Unidos, parece superar o  passado aos poucos. Aos 8 anos de idade, ela foi resgatada pela polícia dentro  de um closet onde era mantida desde os 2 anos.

A história é semelhante ao caso que foi noticiado nos últimos dias.  Uma mãe na França manteve a filha de 2 anos escondida desde o nascimento, no  porta-malas de um carro. A menina foi encontrada por um mecânico, desnutrida  e com atrasos intelectuais. A mãe foi presa e o advogado de defesa alegou que a  mulher não tinha plena consciência do que havia feito.

No caso de Lauren, não há dúvidas de que a mãe tinha total consciência dos  atos. A menina passou passou seis anos trancada. Durante esse tempo, sofreu  abuso sexual, foi maltratada fisicamente e psicologicamente pela própria mãe e  pelo padrasto. Quando finalmente foi encontrada, Lauren tinha um retardo mental.  Segundo uma matéria especial publicada pelo jornal The Dallas Morning News, aos  8 anos ela não sabia sentar em uma cadeira, segurar um lápis e muito menos  conhecia o alfabeto.

Lauren, quando foi encontrada
Lauren, quando foi encontradaFoto: Reprodução /  Distrito de Dallas

– Quando eu comecei a ver Lauren, ela não era sociável, tinha uma depressão  crônica, era suicida e se sentia sem esperanças – contou Lindsay Jones,  terapeuta da jovem há seis anos. – Hoje, ela está pronta para abraçar o passado.  Ela não tem mais vergonha disso. Ela pensa ‘isso aconteceu comigo, mas ainda  estou aqui. Sobrevivi e estou prosperando’.

Lauren vive com a mãe adotiva, Sabrina Kavanaugh, e três cachorros. Sabrina e  o marido adotaram Lauren ainda bebê, mas foram obrigados a devolvê-la para a mãe  biológica, Barbara Atkinson, quando a menina tinha 1 ano e 8 meses. Barbara  alegava que havia se arrependido de ter dado a filha para adoção.

A menina tinha o peso de uma criança de 2 anos
A menina tinha o peso de uma criança de 2 anosFoto: Reprodução / Distrito de Dallas

Nas mãos de Barbara e de Kenneth Ray Atkinson, ela sofreu durante seis anos,  presa em um armário. Quando a policia a encontrou, Lauren estava suja, sentada  nas próprias fezes e urina e tinha a boca suja de excrementos. O casal não  alimentava a criança, a agredia e a estuprava. Aos 8 anos, Lauren pesava o mesmo  que uma criança de 2 anos. Dentro do closet, ela só via um feixe de luz que  passava sob a porta.

Blake Strohl, filha mais velha de Barbara e meia-irmã de Lauren, conta que,  aos 10 anos, viu a menina machucada em inúmeras ocasiões. Às vezes, tirava a  irmã do armário no meio da noite e dava um banho nela. A menina tinha  queimaduras de cigarro pelo corpo, manchas de sangue e a vagina inchada.

– Eu sabia que ela precisava de ajuda – disse a jovem, hoje com 23 anos. – Ela conseguia falar comigo, mas era quase como se eu estivesse falando com um  bebê.

Ela vivia em um armário, em condições desumanas
Ela vivia em um armário, em condições desumanasFoto: Reprodução / Distrito de Dallas

Ao Dallas Morning News, Blake contou também que a vida sexual da mãe e do  padrasto era bastante ativa.

– Eu sabia que eles faziam muito sexo porque podia ouvir, mas não sabia o que  estavam fazendo com ela. Eles sempre ligavam música muito alto. Lauren gritava,  mas eu sempre pensava que eles estavam batendo nela. Ela gritava demais.

Lauren sofreu muitos abusos
Lauren sofreu muitos abusosFoto: Reprodução /  Distrito de Dallas

Pelo que fizeram com Lauren, Barbara e Kenneth foram sentenciados à prisão  perpétua. Sabrina conseguiu adotar a criança, definitivamente, cerca de um ano  após o resgate. Lauren foi libertada aos 8 anos, mas condenada a carregar as  lembranças da infância pelo resto da vida.

– Espero um dia ter uma vida normal. É claro que a minha vida nunca foi  normal – disse Lauren, em entrevista à publicação. – Eu não quero ser como os  meus pais. Esse é o meu foco. Eu tenho medo de virar o que eles eram, porque  todos os dias eu sinto isso. Eu tenho aquele raiva dentro de mim como a minha a  mãe.

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/mundo/menina-mantida-em-armario-por-seis-anos-nos-eua-supera-aos-poucos-abusos-da-mae-do-padrasto-10613158.html#ixzz2jJlsChOa

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