Polícia Civil investiga conduta de policiais que se recusaram a registrar ocorrência de suposto caso de pedofilia

A Corregedoria da Polícia Civil abriu uma sindicância administrativa para apurar porque os policiais de duas delegacias – 24ª (Piedade) e 26ª DP (Todos os Santos) – se recusaram a registrar denúncia feita pela mãe de uma menina de 11 anos, de que a filha estaria sendo assediada por um homem de 57 anos pelo telefone. O caso foi revelado nesta terça-feira pelo “Bom Dia Rio”, da Rede Globo.

Após passar pelas duas unidades, a mãe agiu sozinha para prender o suspeito, Luiz Felipe de Menezes. Fingindo ser a criança, ela armou um encontro com o homem, no último dia 16. Luiz acabou preso por policiais do 3º BPM (Méier), depois de ser espancado por populares. A mulher relata que esteve, no dia 11, na 24ª DP, onde um policial disse que ela deveria apenas trocar sua linha telefônica, pois o caso parecia se tratar de trote. No dia seguinte, na 26ª DP, ouviu de um agente que o registro não poderia ser feito porque o homem não chegou a fazer nada com a menina.

– Foi um absurdo o que aconteceu. Eu não tinha a quem recorrer. Ele (Luiz Felipe) perguntava dos órgãos sexuais da minha filha, e dizia que estava excitado com ela. Falava que queria manter relações sexuais com a menina. Uma vez, perguntou se a calcinha que ela estava usando cabia na mão dele. Era nojento – relata a mãe.

Nesta terça-feira, a polícia informou que os policiais responsáveis pelo atendimento já foram identificados e ouvidos. A chefe da instituição, delegada Martha Rocha, ligou para a mãe da garota e pediu desculpas pelo que aconteceu.

De acordo com a família da menina, Luiz Felipe começou a ligar para o telefone fixo da casa há três meses. Na ocasião, identificou-se para a criança como Bruno, e afirmou que era amigo de sua mãe. As ligações se tornaram diárias, sempre na hora do almoço. Nelas, o suspeito, segundo a menina, perguntava se ela estava de calcinha, qual era o tamanho da peça, e como estava vestida. Assustada, a garota relatou tudo à mãe. Foi então que a mulher passou a atender os telefonemas fingindo ser a filha.

– Ele disse que tinha namorado uma garota de 10 anos e uma de 14. Fiquei apavorada – relembra a mãe.

Levado pelos policiais para a 25ª DP (Engenho Novo), Luiz Felipe foi autuado em flagrante por assediar uma criança com o fim de praticar ato libidinoso. A pena para o crime varia de um a três anos de prisão. A assessoria de imprensa da Polícia Civil afirmou, por meio de nota, que a “conduta dos agentes está em desacordo com as diretrizes estabelecidas” pela instituição. Já a secretaria de Segurança reconheceu que houve uma “falha” que está sendo investigada.

– Não posso nem pensar no que poderia ter acontecido com a minha filha. Agradeço por ela ter me contado sobre as ligações. Ela está muito assustada. Diz que não quer sair de casa, e também que não vai querer voltar para a escola. Por enquanto, ela está sem aula por causa da greve (na rede municipal), mas não sei como será depois. Ela não está nem querendo atender o telefone, e acho melhor assim. Tenho também uma filha de oito anos e fico mais atenta agora.

De acordo com a parentes de Luiz Felipe, a família está chocada e nunca havia notado comportamento suspeito. “Não achamos que há provas suficientes contra ele”, protesta uma prima de Luiz. O defensor do preso, contratado pela família ontem, só começará a atuar hoje no caso.

Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/policia-civil-investiga-conduta-de-policiais-que-se-recusaram-registrar-ocorrencia-de-suposto-caso-de-pedofilia-10133021.html#ixzz2g6wI7PCs

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