Idoso deixa moradia

Caxias do Sul – Fotos de crianças nuas reforçam a suspeita do envolvimento de um idoso de 75 anos em casos de pedofilia. O material foi encontrado por moradores de um condomínio da Zona Leste, que acusam o homem de molestar crianças da vizinhança. As fotos estavam entre os pertences do suspeito e serão entregues à Polícia Civil.

Com a repercussão da denúncia mostrada ontem pelo Pioneiro, o idoso decidiu sair do prédio. O contrato entre ele e a Caixa foi rescindido pela manhã, após reunião com representantes da Secretaria Municipal da Habitação. O imóvel havia sido adquirido por meio de um programa habitacional do governo.

A Brigada Militar (BM) registrou ocorrência de estupro no dia 31 de julho. Esse abuso aconteceu no pátio do prédio e foi gravado em vídeo. Como não houve flagrante, o homem ficou em liberdade. Apesar de estar sob investigação, ele também tinha o direito de permanecer no condomínio. As famílias, porém, temiam que os abusos continuassem.

Os crimes estariam ocorrendo há pelo menos um mês. Os alvos seriam crianças com idade entre dois e seis anos, todas do condomínio. De acordo com moradores, o suspeito teria o costume de oferecer doces e refrigerante para a atrair os pequenos. Nessas ocasiões, passava a mão nas partes íntimas deles. As denúncias revoltaram famílias. Algumas pessoas tentaram linchá-lo. A porta do apartamento dele foi arrombada.

– Encontramos as fotos de crianças nuas sobre uma estante. Ele também decorava a casa com tapetes e adesivos com desenhos e bonequinhos – revela uma moradora.

Com a divulgação dos casos, parentes do homem procuraram a prefeitura e se disseram envergonhados. A mudança foi realizada por servidores da prefeitura.

– Ele aceitou cancelar o contrato do imóvel e decidimos fazer a mudança para evitar conflitos. Esse senhor deve ficar com familiares – disse o secretário municipal da Habitação, Renato Oliveira.

As denúncias são investigadas pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente. O idoso já foi condenado por atentado violento ao pudor contra uma menina de seis anos em outro bairro, em 2007. A primeira sentença saiu em 2010. O Tribunal de Justiça reduziu a condenação para quatro anos, mas ele ainda não começou a cumprir a pena, conforme a Vara de Execuções Criminais, devido à burocracia judicial.

adriano.duarte@pioneiro.com

ADRIANO DUARTE

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