Sinais e sintomas de violência sexual de menores

Os sinais de alerta podem ser; comportamento agressivo, auto-destrutivo, tímido, submisso e retraído

Os sinais de alerta podem ser; comportamento agressivo, auto-destrutivo, tímido, submisso e retraído

Violência sexual é toda a acção na qual uma pessoa, em situação de poder, obriga uma outra à realização de práticas sexuais, contra sua vontade, por meio da força física, da influência psicológica e/ou financeira ou do uso de armas ou drogas. A violência sexual contra menores, inclui práticas sexuais entre adultos e crianças, mesmo que estas concordem em praticar o acto, pois não tem maturidade para a tomada de decisões desta natureza.

Identificar factores de risco e sinais de alerta é essencial para a descoberta e denúncia dos casos por parte da família, comunidades e entidades competentes, sendo importante que se preste atenção ao comportamento de possíveis vítimas e agressores. Porém, para evitar conclusões precipitadas ou distorcidas, é necessário considerar um conjunto de sinais, e não sinais isolados.

Tendo em conta que a família é um espaço reservado, íntimo, mas onde, ocorre a maioria dos casos de violência e abuso sexual contra a Criança, e que não chegam a ser denunciados porque os membros da família, sob alegação de preservar a privacidade e o bom nome desta, remetem-se a um silêncio cúmplice. Assim sendo, é imprescindível o envolvimento de toda a comunidade, para que as alegações de privacidade não impeçam que as vítimas possam receber ajuda de instituições e entidades especializadas, bem como, prover uma punição adequada para os infractores.

Em casos de suspeita de violência e abuso sexual de uma criança, é aconselhável ouvir com atenção as pessoas que convivem com a família e que possam reportar situações que levem ou evidenciem casos de violência.

Para investigar casos de violência e abuso, no seio da família, o primeiro passo pode ser observar se alguém age de forma diferente da habitual, e em seguida, tentar uma aproximação para procurar entender as suas reacções, devendo-se, no entanto, ter-se o cuidado de, quando for se abordar a pessoa, evitar censurar comportamentos que pareçam estranhos ou comentar com terceiros sobre o assunto.

Tratando-se das vítimas, é estratégico nunca usar a palavra Violência, pois é uma expressão muito forte e muitas vezes, provoca retracção das vítimas. Para obter resultados satisfatórios ou colaboração da vítima, as perguntas devem ser feitas de um modo que esta não tenha receio de se expressar, e principalmente, vergonha em admitir que está vivendo o problema.

Há sinais que podem chamar a atenção e levar a suspeita de que exista algo errado com determinada criança ou sua família, os chamados sinais de alerta.

Eles são indícios de que a criança, pode estar a sofrer actos de violência, ou então, a perpetrar actos de violência contra alguém e ainda levar a confirmação da existência de violência.

Alguns sinais de alerta que podem ser apresentados pela vítima de violência:

  • Roupa rasgada, dificuldades para caminhar, manchas de sangue,
  • Queixas de hemorragia vaginal ou rectal, dor ao urinar, cólicas intestinais, corrimento,
  • Doenças sexualmente transmissíveis,
  • Vómitos, gravidez precoce e ou indesejada,
  • Diz que foi ou esta sendo atacada (o),
  • Crescimento deficiente, baixo peso,
  • Usar roupa inadequada para o clima,
  • Ausências ou atraso na escola, ou nos atendimentos de saúde,
  • Vacinas atrasadas,
  • Poucos cuidados com o corpo e as roupas,
  • Fezes e urina pela casa,
  • Perder a fala,
  • Problemas de sono,
  • Urinar na roupa ou na cama depois de 7 anos, quando não há nenhum problema físico visível,
  • Problemas alimentares, comer demais ou de menos,
  • Cansaço, sonolência, agitação nocturna, pesadelos,
  • Uso de drogas e ou álcool
  • Pratica de delitos (pequenos roubos ou furtos)
  • Prostituição,
  • Dificuldades de concentração na escola ou no trabalho,
  • Poucas relações de amizade,
  • Comportamento agressivo, auto-destrutivo, tímido, submisso, retraído,
  • Tristeza constante, choro frequente, pensamentos suicidas,
  • Desconfiança, estado de alerta permanente, com receio de que algo ruim aconteça,
  • Medo de ficar só ou em companhia de determinada pessoa,
  • Fugas de casa

É normal que as crianças toquem os órgãos genitais. Essa é uma maneira de ir descobrindo o seu corpo. Porém, se a criança perde o interesse pelas brincadeiras e actividades comuns para a sua idade e fica o tempo todo se tocando, mexendo nos órgãos genitais, isso pode ser indicativo de que esteja sofrendo violência sexual.

Sinais que o agressor pode manifestar:

  • Desleixo ou pouca atenção em relação a vitima, ignorando a opinião da mesma,
  • Tendência de catalogar a vítima como uma pessoa má, e responsável pelos problemas que ocorrem na família,
  • Deixa crianças pequenas sozinhas em casa ou constantemente fora,
  • Deixa os filhos fora da escola, ou não acompanha as suas actividades escolares,
  • Defende comportamento severos ou não coloca limites (permissividades excessiva),
  • Extremamente protector ou zeloso com a vitima ou extremamente distante,
  • Trata a vitima com privilégios, como uma forma subtil de obriga-la ao silencio,
  • Faz perguntas ou acusa a vitimas de praticas que considera inadequada,
  • Fala publicamente sobre as suas relações sexuais. Crê no contacto sexual como única forma de manifestação do amor,
  • Acusa a vitima de promiscuidade e sedução,
  • Faz ameaças, chantagens, impede que a pessoa saia de casa ou tenha amigos,
  • Oferece explicações não convincentes sobre as lesões que a vítima apresenta
  • Pode possuir antecedentes de maus tratos, violência física ou sexual na infância,
  • Possui baixa auto-estima,
  • E desleixada com a higiene e a aparência pessoal,
  • Abusa de álcool e ou outras drogas

Porque este mal afecta o desenvolvimento são da Criança, podendo até leva-la ao suicídio, recomenda-se que, sempre que se detectem indícios de violência perpetrada contra crianças e não só, se denuncie imediatamente a situação a esquadra mais próxima ou directamente ao Gabinete de Atendimento a Mulher e a Criança. Mas, não sem antes averiguar a veracidade da sua constatação.

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