Criança é espancada pela mãe e sofre cirurgia no crânio

Foto: Claudio Coradini

Espancamento aconteceu numa rua do bairro Boa Esperança

Espancamento aconteceu numa rua do bairro Boa Esperança

Um caso de espancamento registrado na madrugada de domingo (11) no bairro Boa Esperança, em Piracicaba, revoltou a população e também autoridades policiais. A vítima é o menino I.B.S.F., de 3 anos, que levou tantas pancadas na cabeça que os médicos da Santa Casa tiveram de fazer drenagem de um hematoma que se formou no crânio.

Até hoje à noite, a criança permanecia internada em estado grave. A acusada do crime é a própria mãe, que está foragida. O crime foi descoberto por volta da 1 hora da madrugada de domingo, quando o pai do menino – que é separado dela – recebeu um telefonela onde ela pedia ajuda dizendo que o filho estava tendo crises convulsivas.

O pai, que mora no bairro Novo Horizonte, foi de mototáxi até casa da ex-mulher, no Boa Esperança. Ao deparar com a situação do filho tomou-o nos braços e, com o mototáxi, levou-o até o Pronto-socorro do Vila Sônia. Desta unidade, o menino foi transferido para a Santa Casa, onde deu entrada por volta das 4 horas da madrugada e, após avaliação, os médicos fizeram a cirurgia.

Antes de sair com o filho, o homem teria dito à ex-mulher que faria a comunicação do fato para a polícia.

A Guarda Civil Elaine, que assumiu o serviço na manhã de domingo e apresentou a ocorrência no plantão policial, teve acesso à criança dentro do hospital e disse que ficou revoltada com o que viu.

“O menino tem marcas pelo corpo, que parecem ter sido feitas com fio dobrado ao meio. Não há um só lugar do corpinho dele que não esteja marcado. Até no saco escrotal tem ferimento. Nos dedinhos dos pés e mãos também. Eu, que tenho filhos, não dormi a noite inteira pensando como é que alguém tem coragem de fazer isso”, declarou.

Elaine disse que vasculhou o bairro Boa Esperança no domingo mesmo, durante suas 12 horas de serviço junto com o GC Almeida, e não encontrou a mãe da criança. “É algo que revolta profundamente, ainda mais envolvendo crianças, que são inocentes”, acrescentou. A vizinhança teria dito que a agressora tem outro filho, que também se encontraria hospitalizado por ter ingerido água sanitária.

Elaine disse ainda que convive com todos os tipos de crimes, mas, os que envolvem crianças são os mais chocantes e frequentes em Piracicaba. “Numa das ocorrências que atendi, a mãe cravou um facão de cortar cana na cabeça do filho de 10 meses”, explicou.

“Em outra, a própria mãe largou a filha sozinha e a menina ficou perdida pelas ruas, na região de Santa Teresinha. São situações que nos deixam indignados. Não entendemos que muita gente quer ter filho e não pode. Uma dessas tem e maltrata”, declarou a Guarda Civil.

DEPOIMENTO

Pela manhã, tão logo assumiram o expediente na Delegacia de Investigações Gerais (DIG), às 8 horas, os policiais foram atrás do pai do menino e o levaram até a unidade para prestar depoimento. Segundo o delegado coordenador da DIG, Wilson Lavorenti, é o tipo de crime em que a investigação costuma ser feita por outras delegacias, mas ele se adiantou.

“Por conta da gravidade da situação, e da repulsa que isso causa, fomos atrás dele, porém encaminhamos tudo à Delegacia de Defesa da Mulher, que vai tocar o inquérito”. Lavorenti não quis adiantar à Gazeta o que o pai falou. Disse que todas as informações vão ficar por conta da DDM.

A Gazeta fez contatos à tarde com a delegacia e a informação das atendentes foram de que a delegada Monalisa Fernandes dos Santos não havia ainda recebido o expediente do final de semana. Por volta das 17h30, a reportagem deixou recado, mas ela não retornou.

VARA DA INFÂNCIA

Este caso também está sendo acompanhado pela Vara da Infância e Juventude de Piracicaba. De acordo com o juiz Rogério de Toledo Pierri, o destino que será dado ao caso não pode ser revelado porque, quando envolve criança o processo corre em segredo de Justiça.

Um funcionário da Vara da Infância falou que há vários casos de agressões que têm crianças como vítimas, dos próprios pais, mas ele não informou a quantidade.

Se alguém presenciou as agressões e sabe do paradeiro da mãe poderá denunciar no 197 (Polícia Civil), 153 (Guarda) ou 181 (Disque-Denúncia).

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