Bebê de quatro meses fratura perna após agressão do pai

Um ajudante de 24 anos surtou e bateu na filha de quatro meses, na última sexta-feira, no Jardim do Lago 2, em Campinas. A agressão aconteceu na última sexta-feira, e foi registrada no 1º Distrito Policial (DP), como maus tratos, depois que médicos do Hospital Beneficência Portuguesa confirmaram uma fratura na tíbia direita da bebê e também a confissão do próprio pai de que havia “dado uns tapas” na pequena. A bebê segue internada no hospital, sem risco de morte, e acompanhada pela mãe, uma dona de casa de 19 anos. Nesta terça-feira (28), o juiz da Vara da Infância e Juventude Richard Paulro Tae Kim deve decidir para quem deixará a guarda da criança.

Segundo uma tia da menina, identificada apenas por Regiane, Tiago de Freitas Silva contou que teria se irritado com o choro da criança e a agrediu com um tapa no rosto. A mãe da bebê não estava em casa na hora da surra. Ela teria ido a um supermercado comprar refrigerante e quando voltou achou a filha dormindo. A mãe teria percebido vermelhidão no pé da bebê na hora do banho e perguntou ao marido o que tinha acontecido, mas ele teria negado qualquer informação. “Por volta das 3h da madrugada do sábado, a bebê acordou chorando muito e então minha irmã viu que o pé e a perna estavam roxos” , contou Regiane.

A menina foi socorrida pela manhã pela própria mãe. No hospital, ela não soube explicar o que tinha acontecido. A Polícia Militar chegou a fazer um boletim de ocorrência não criminal em que a mãe dizia que a criança tinha caído do carrinho. Porém, os médicos fizeram exames que constataram vários hematomas em dias diferentes e a fratura na perna da bebê. Os especialistas teriam insistido com os pais até conseguiram a confissão dele. Segundo a polícia, um dos médicos que atendeu a criança teria dito que uma lesão em um dos pés “faz supor” que a criança foi arrastada.

O ajudante foi detido, mas liberado após prestar depoimentos, já que é réu primário e tem emprego fixo. Mesmo com a liberação, segundo familiares, ele ficou impedido de chegar perto da filha. Segundo Regiane, Silva não tem vícios, mas é tido como violento e de comportamento estranho. “Quando minha irmã estava grávida, ele a agrediu pelo menos umas duas vezes” , contou.

A reportagem tentou falar com Tae Kim, mas o juiz estava em audiência na tarde de ontem. Segundo o Conselho Tutelar, a criança seguiria internada até decisão da Justiça, por segurança. Tios da criança querem que a guarda fique com a mãe, por acreditar que ela é inocente. Porém, frisaram que se a mãe voltar a morar com o ajudante, eles vão pedir a guarda. “Não queremos que a menina volte a ser espancada. Espero que minha irmã o deixe a vai cuidar da filha” , desabafou Regiane.

<!–

OAS_AD(‘Middle’);

–>

Fonte: IG Paulista

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: