Justiça nega prisão de mãe que permitia estupro dos filhos no norte de Minas

Márcia Costanti, do R7 MG

 
No momento da prisão, suspeito estava de cuecas e aguardava chegada de criança para outra sessão de abusos Record Minas

Investigada por permitir que o companheiro estuprasse seus próprios filhos, Helena Cardoso de Brito, de 48 anos, deverá responder ao processo em liberdade. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Leonardo Diniz, após 40 dias de avaliação, o juiz negou o pedido de prisão preventiva da suspeita. No entanto, ela está proibida de se aproximar das crianças, que estão sob os cuidados de um parente próximo. O crime foi descoberto em meio deste ano, em Bocaiúva, norte do Estado.

Segundo as investigações, Helena ajudava o companheiro, José Augusto Caetano Barbosa, de 54 anos,  a abusar das três crianças — duas irmãs de 8 e 12 anos e um menino de 11 — para continuar casada com ele. A exploração veio à tona quando a irmã mais velhad as vítimas, de 14 anos, procurou o Conselho Tutelar e denunciou o crime. As crianças teriam sido abusadas por aproximadamente seis meses.

O delegado explica que o inquérito já foi encaminhado para a Justiça e o Ministério Público ofereceu denúncia contra o casal. Barbosa, que continua preso e Helena responderão por estupro de vulnerável. Diniz alega ainda que não pretende tentar novamente a prisão da mãe.

— Ficou comprovada a cooperação dela com o autor. As crianças agora estão bem cuidadas e fazem avaliação psicológica. Elas estão seguras.

Entenda

Depois de ficar quatro dias foragido, o padrasto das crianças, que também é tio dos menores — irmão do pai deles — foi detido no dia 17 de maio. No momento da prisão, ele estava de cuecas e aguardava a chegada da mulher, que levaria o menino para outra sessão de abuso. Na época, o delegado alegou que nunca tinha visto caso semelhante.

— Ela tinha que ofertar os filhos para ele continuar em casa, havia essa condição. Tanto que, quando foi preso, ela estava levando o filho para ele, que aguardava de cuecas. Já vi mãe agenciar o filho para sustentar o vício em crack, mas para garantir o “casamento”, nunca vi.

O casal estava junto há sete anos. O policial se surpreendeu ao conhecer detalhes da relação familiar, que classificou como “completamente desagregada”. Barbosa está detido na cadeia pública de Bocaiúva.

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