Preso professor suspeito de estuprar 3 alunas em porão de escola

Professor de matemática foi preso após denúncia de pai de uma das vítimas

G1 MT

Um professor de matemática foi preso preventivamente nesta quarta-feira (29) pela suspeita de cometer estupro contra três alunas em uma escola estadual da rede pública em Cuiabá. De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), as vítimas, de 8, 10 e 13 anos, eram abusadas sexualmente desde abril no porão da escola localizada no bairro Santa Amália.

Exames de corpo de delito apontaram que as meninas de 10 e 13 anos foram estupradas. Já a criança de 8 anos, foi vítima, segundo a perícia, de atos libidinosos. O G1 tentou contato com a defesa do suspeito, mas até o fechamento desta reportagem, o advogado responsável pelo caso não foi localizado.

O suspeito, de 43 anos, foi preso quando esteve nesta quarta-feira na sede da Deddica para prestar esclarecimentos sobre a denúncia encaminhada pelo pai de uma das vítimas. De acordo com a denúncia, a menina de 10 anos apareceu nos últimos dias na sala de aula com notas de R$ 50, o que chamou a atenção da direção da escola. 

Conforme informou a polícia, a coordenadoria da escola pediu explicações à família da criança. Depois de várias tentativas, a vítima contou, primeiramente, à namorada do irmão, que era estuprada pelo professor.

Antes de ter a prisão preventiva decretada pela 8ª Vara Criminal da capital, o suspeito chegou a ser preso pela Polícia Militar, após a denúncia encaminhada pelo pai de uma das vítimas. Na ocasião, ele foi liberado, segundo a delegada Luciani Barros, que investiga o caso, porque não havia naquele momento nenhuma prova contra ele.

Segundo a delegada, com a primeira vítima identificada, investigadores da Polícia Civil fizeram visitas à escola e localizaram mais duas vítimas. Luciani afirmou que a primeira vítima do professor era uma adolescente de 13 anos e o abuso sexual teria acontecido no dia 2 de abril. A vítima foi chamada pelo suspeito em um encontro marcado no porão. Lá, ela foi estuprada e depois, segundo a polícia, foi orientada pelo suspeito a chamar ‘outra coleguinha’, a vítima de 8 anos, que também teria sido abusada no local.

As vítimas de 8 e 13 anos disseram à polícia que foram abusadas pelo professor apenas uma vez, mas a menina de 10 anos revelou que além dos abusos serem rotineiros, era coagida pelo suspeito a não contar o que ele fazia com ela a ninguém.

O professor trabalha na escola desde 2011 e chegou a ser coordenador da unidade escolar. “É uma pessoa livre de qualquer suspeita. Inclusive, a diretora e a coordenadora não acreditavam [na denúncia]. O clima na escola está tenso. No outro dia, a diretora mandou trancar a entrada do porão, que é um lugar bem ‘esquisito’, que não deveria ter numa escola”, declarou a delegada.

O suspeito foi encaminhado para o Anexo II da Penitenciária Central do Estado (PCE), por ter nível superior. Ele deve responder na Justiça pelo crime de estupro de vulnerável.

 

Escola de Cuiabá isola porão onde alunas teriam sofrido abuso sexual

Professor está preso há 10 dias pela suspeita de abusar de três alunas

G1 MT

A rotina da Escola Estadual Marcelina de Campos, em Cuiabá, não é mais a mesma há 10 dias, desde que o local virou alvo de uma investigação policial depois que um professor de matemática foi apontado por três alunas de 8, 10 e 13 anos, como suspeito de ter abusado sexualmente de todas elas. Segundo a denúncia, os abusos teriam acontecido no porão da escola. O professor, que tem 43 anos, está preso preventivamente no Anexo II da Penitenciária Central do Estado (PCE) desde o dia 29 de maio.

Depois de o fato vir à tona, a direção da escola tomou algumas medidas. A principal foi isolar o acesso dos alunos ao porão com a instalação de um portão. Antes do escândalo, as crianças brincavam livremente na quadra de esportes da escola, onde também está localizado o porão. Atualmente, as brincadeiras estão concentradas apenas no pequeno pátio da instituição, que fica no bairro Santa Amália.

Segundo uma aluna do quinto ano ouvida pelo G1, o porão é escuro, cheira a mofo e é utilizado pela escola para guardar produtos de limpeza, bandeiras e documentos antigos. Além dos abusos, outra aluna relatou ao G1 que o local também servia para encontros entre os estudantes. “Entravam um monte de guri lá com meninas. Um menino arrebentou o cadeado da porta só para entrar lá”, afirmou a aluna.

Uma das responsáveis pela investigação, a delegada Luciani Barros classificou o porão de ‘esquisito’ e que não “deveria ter numa escola”. O G1 apurou que a porta que dá acesso ao local também recebeu uma grade para dificultar o acesso dos estudantes. O muro da escola também deve ser aumentado e um matagal podado.

Escola Marcelina de Campos em Cuiabá (Foto: Dhiego Maia/G1)

Escola Marcelina de Campos em Cuiabá (Foto: Dhiego Maia/G1) Direção da escola tomou medidas para evitar acesso ao 
porão onde teriam ocorrido abusos (Foto: Dhiego Maia/G1)

Desde o ocorrido, alunos e professores da Marcelina de Campos convivem sob um clima de apreensão. Uma professora que falou ao G1, mas preferiu não se identificar, disse que era impossível acreditar que o colega de trabalho dela teria sido o autor dos crimes sexuais. “Ele era maravilhoso, um professor exemplar e dedicado. Nunca isso teria passado pela minha cabeça”, afirmou.

O G1 passou algumas horas na escola e acompanhou de longe o vaivém de crianças do quinto e sexto períodos com idades entre oito e nove anos deixando as salas de aula para prestar depoimento às delegadas da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica). A cada fila formada pelas crianças rumo à sala dos depoimentos, outros alunos do lado de fora diziam: “Ela também foi abusada?”. “Eu não estou acreditando que ela também foi para o porão”.

As crianças que prestaram depoimento à polícia foram as mesmas que apareceram nas imagens gravadas pelas câmeras instaladas na escola entrando no porão no período em que os abusos teriam ocorrido. Outras menores que tomaram conhecimento do fato pelas supostas vítimas também foram ouvidas. Os depoimentos se sucederam ao longo desta semana tanto na escola como na sede da Deddica. As delegadas têm um prazo exíguo para concluir o inquérito porque o suspeito está preso.

Estamos dando apoio psicológico às crianças e professores que foram afetados pelo problema”

Ema Dunck Cintra 
secretária-adjunta de Políticas Educacionais

Duas crianças que foram retiradas da sala de aula para prestar esclarecimentos à polícia saíram da escola chorando. Ao G1, elas disseram estar com medo. “Elas [delegadas] chamaram todo mundo que era amiga das meninas [vítimas dos abusos]”, disse uma estudante.

Acompanhamento psicológico 
Para a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), o caso é atípico e merece um acompanhamento sistemático para reverter o dano causado na escola. Em entrevista ao G1, a secretária-adjunta de Políticas Educacionais da Seduc, Ema Marta Dunck Cintra, afirmou que tanto os professores, como os alunos, de uma forma geral, estão sendo acompanhados por uma equipe de especialistas da Seduc. “Estamos fazendo aquilo que compete à Seduc dando apoio psicológico às crianças e professores que foram afetados pelo problema”, disse.

Ema Cintra ainda declarou que durante as investigações da polícia, o professor envolvido no escândalo não poderá voltar à sala de aula até o encerramento dos procedimentos da polícia. E se o professor for considerado culpado pelos crimes, ele deve ser exonerado dos quadros da rede estadual de ensino. Em paralelo às investigações da polícia, um procedimento administrativo foi aberto pela Seduc para apurar a conduta do servidor.

Professor foi preso nesta quarta-feira quando prestava depoimento à polícia (Foto: Polícia Civil/assessoria)

Professor foi preso nesta quarta-feira quando prestava depoimento à polícia (Foto: Polícia Civil/assessoria) Professor foi preso por suspeita de abusar de três 
alunas em Cuiabá (Foto: Polícia Civil/assessoria)

Entenda o caso 
Os casos de abusos sexuais foram descobertos na Escola Marcelina de Campos após uma das supostas vítimas do professor, de 10 anos, ter aparecido na escola com notas de R$ 50, o que chamou a atenção da direção da unidade.

Conforme informou a polícia, a coordenadoria da escola pediu explicações à família da criança. Depois de várias tentativas, a vítima contou, primeiramente, à namorada do irmão, que era estuprada rotineiramente pelo professor.

De acordo com a delegada Luciani Barros, a primeira vítima do professor foi uma adolescente de 13 anos e o abuso sexual teria acontecido no dia 2 de abril. A adolescente foi chamada pelo suspeito para um encontro marcado no porão da escola. Lá, ela foi estuprada e depois, segundo a polícia, foi orientada pelo suspeito a chamar ‘outra coleguinha’, a vítima de 8 anos, que também teria sido abusada no local.

As vítimas de 8 e 13 anos disseram à polícia que foram abusadas pelo professor apenas uma vez, mas a menina de 10 anos revelou que além dos abusos serem constantes, ela era coagida pelo suspeito a não contar o que ele fazia com ela a ninguém.

De acordo com a perícia da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), as meninas de 13 e 10 anos foram estupradas. Já a criança de 8 anos foi vítima de atos libidinosos. A conclusão consta em laudos periciais que foram juntados ao inquérito.

O que mais intriga polícia é que as vítimas não tinham contato com o professor. Todas elas estudavam à tarde, período em que o suspeito não dava aulas. Ele trabalhava desde 2011 na escola e, inclusive, chegou a ser coordenador da unidade, o que, para a polícia o tornou ‘isento de qualquer suspeita’.

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: