Crianças vivem em condição precária em abrigo público de Maceió

Do G1 AL

Falta de material de higiene pessoal, falta de alimento adequado e uma estrutura comprometida foram algumas das diversas irregularidades constatadas por conselheiros tutelares durante uma inspeção realizada, na manhã desta segunda-feira, no abrigo público Acolher, localizado no bairro da Santa Lúcia, em Maceió.
Esq.: Conselhiro mostra o unico alimento na geladeira do abrigo. Dir: Fiação exposta põe em risco a segurança de quem passa pelo local. (Foto: Carolina Sanches/G1)Esq.: Conselhiro mostra o unico alimento na geladeira do abrigo. Dir: Fiação exposta põe em risco a segurança de quem passa pelo local. (Foto: Carolina Sanches/G1)

Segundo o conselheiro tutelar Mano Monteiro, a situação do abrigo chegou ao conhecimento do Conselho através de uma denúncia. “Recebemos a denúncia e viemos verificar, já que é nosso papel fiscalizar abrigos e casas que recebam crianças e adolescentes. Estamos elaborando um relatório sobre o que encontramos e vamos encaminhar ao Ministério Público do Estado”, afirmou.

No relatório constará a ausência da alimentação adequada aos 28 meninos com idade entre 7 e 14 anos que vivem no Abrigo Acolher. Durante a inspeção, os conselheiros só encontraram 6 kg de salsicha e 1,5 kg de carne.

O espaço onde ficam as camas apresenta infiltrações nas paredes. (Foto: Carolina Sanches/G1)Infiltrações nas paredes do dormitório do abrigo
. (Foto: Carolina Sanches/G1)

Outro fator que também chamou a atenção foi a falta de material de higiene pessoal. No local só há uma toalha de banho para as 28 crianças, que é compartilhada, inclusive, com crianças com catapora. Apesar de existir dois banheiros, apenas um funciona em condições precárias.

No dormitório, que é afastado do restante do abrigo e fica próximo ao lixo, as crianças se dividem em 17 camas. Segundo funcionários do abrigo, na quarta-feira (22) chegaram cinco colchões novos. “Muitas vezes temos que trazer temperos e materiais de limpeza da nossa casa”, afirmou um funcionário que preferiu não se identificar.

O conselheiro tutelar Luiz Henrique também destacou que além do problema estrutural, que põe em risco a saúde das crianças, há a problemática psicológica. “As crianças ficam ociosas, pois não têm ocupações recreativas, de lazer ou esportiva”, afirmou. 

O abrigo público recebe ajuda de custos do Município, Estado e Governo Federal. Apesar dos flagrantes das irregularidades, o Conselho Tutelar não tem o poder de fechar o abrigo e vai esperar o Ministério Público se posicionar sobre a situação.

Segundo a Secretaria de Assistência Social de Maceió (Semas), o problema já havia sido diagnosticado no início do ano, quando foi realizada uma vistoria em todas as unidades de acolhimento da capital alagoana.

Ainda de acordo com a Semas, um relatório elaborado pela equipe da secretaria informava a situação à prefeitura e requeria que fossem tomadas as medidas cabíveis, mas o atraso na votação da Lei de Orçamento Anual comprometeu o trâmite da aquisição dos novos equipamentos e da reforma estrutural do abrigo.

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