Menina de oito anos tem órgãos roubados em clínica indiana após morte misteriosa

Do R7

 
A família de Gurkiren suspeita que a menina tenha sido vítima do tráfico de órgãos Reprodução/nydailynews.com

A menina Gurkiren Kaur Loyal, de oito anos, vivia na Inglaterra com a família e passava férias em Punjab, na Índia, quando foi hospitalizada com um caso leve de desidratação.

Apesar de parecer um caso simples, a garota morreu após o médico de uma clínica local injetar um liquido não identificado em seu corpo.

A surpresa maior ocorreu após o cadáver ser levado de volta à Inglaterra: patologistas de Birmingham afirmam que todos os órgãos da menina estavam faltando, com exceção dos olhos.

Segundo o tabloide americano New York Daily News, a família agora exige explicações para a inesperada morte, ocorrida no dia 2 de abril.

Eles alegam que a equipe do hospital removeu os órgãos da menina em uma tentativa de esconder quando ela teria sido morta.

Amrit Kaur Loyal, mãe de Gurkiren, em entrevista ao jornal The Guardian, declarou-se furiosa com a situação.

— O primeiro passo é conseguir seus órgãos de volta e, então, se forem seus órgãos de verdade, nós tomaremos os procedimentos legais contra a clínica. Eu quero justiça.

Amrit define a filha como a “alma de sua família”.

O caso

A viagem de páscoa era a primeira ida da menina ao exterior, e tinha o objetivo de visitar a avó indiana.

Quando a família chegou à primeira clínica em Khanna, na Província de Punjab, a garota foi medicada. Gurkiren estava animada, sentada na cama conversando com a família sobre comprar presentes para seu primo, quando um assistente da clínica aproximou-se com uma seringa.

A mãe da menina insistiu diversas vezes para que ele revelasse o que havia dentro, mas o homem se recusou a dizer.

— Ele simplesmente se ajoelhou e inseriu a seringa.

A cor do rosto da menina sumiu imediatamente.

— Em uma fração de segundo, seu pescoço foi jogado para trás. Seu braço esquerdo ficou levantado, ela ficou toda branca e acinzentada, seus olhos piscaram duas vezes, com a boca aberta, e ela se foi.

A família ainda tentou levar a vítima para um hospital, mas era tarde demais.

Ao jornal Birmingham Mail, Amrit disse que sabia que a filha tinha sido assassinada no local.

— Eu sei que minha filha inocente foi assassinada.

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A família ainda afirma que os registros médicos da clínica foram destruídos. Eles alegam que não foram chamados para pagar pelos exames de sangue, os medicamentos ou a misteriosa injeção.

Como já tinham ouvido falar sobre o mercado negro de órgãos na Índia, os pais preferiram proteger o corpo da filha após a morte.

Inicialmente, eles se recusaram a permitir que exames pós-morte fossem realizados em Punjab. Mas foram informados pelas autoridades que os restos mortais da menina não poderiam ser liberados para o Reino Unido caso os procedimentos não fossem realizados.

— Eles disseram que usariam um martelo e um cinzel para abrir o corpo. Exigi um exame mais prudente.

O hospital garantiu aos pais que seriam retiradas apenas pequenas amostras dos órgãos da menina. Mais tarde, ela descobriu que os testes foram feitos por um funcionário não qualificado.

Quando os restos mortais de Gurkiren foram devolvidos, médicos de Birmingham confirmaram que todos os órgãos da menina haviam sido retirados.

— Eles não tinham nada para mexer ali, ela não tinha órgãos em seu corpo para que pudessem colher amostras. Eu estava mortificada. Não houve sensibilidade, nem humanidade.

A documentação indiana sobre a morte da menina diz que apenas pequenas amostras foram removidas de seu corpo, segundo Shabana Mahmood, representante do governo local.

Mas a mãe da menina pediu ao Ministério das Relações Exteriores britânico que pressione as autoridades indianas a devolver os órgãos de Gurkiren.

Um porta-voz britânico do Ministério das Relações Exteriores afirmou ao jornal The Guardian que não é incomum que corpos retornem do exterior com alguns órgãos faltando.

Amrit Kaur Loyal diz que não luta apenas por sua filha.

— Estou lutando por todas as famílias que passaram por isso. Se não acabarmos com isso, irá continuar.

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