Bebê de três meses morre em Vitória após série de hematomas e até traumatismo

Um recém-nascido de apenas três meses morreu, em Vitória, após uma série de quatro internações hospitalares, resultados de hemorragias, hematomas e traumatismos misteriosos. A criança teve o braço quebrado e apresentou até mesmo rachaduras no crânio. Os pais, os comerciários J.S.P. e C.R.P., são considerados suspeitos pela polícia. Eles eram os únicos que tinham contato direto com o bebê.

De acordo com o delegado Marcelo Nolasco, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), não há indícios que incriminem os dois diretamente, mas como ocorreu no caso Isabela Nardoni, não existe outra possibilidade.

“Os dois negam. E se você ouvir o depoimento da mãe, acredita nela. Se ouvir o do pai, também acha que ele está falando a verdade. Mas os dois eram os únicos que tinham contato com a criança. O Gabriel ficava aos cuidados deles 24h por dia. Como eles não sabem explicar os motivos das lesões, isso nos leva a crer que são os autores”, disse.

A dor na vida do pequeno Gabriel começou com apenas 17 dias de vida, em abril, quando ele deu entrada no Vitória Apart Hospital com um quadro de hemorragia. O bebê apresentava um calo de sangue na boca e outro na palma da mão. Diagnosticado como suspeita de dengue, do tipo mais grave, permaneceu internado por sete dias.

Mas apenas dois dias depois da alta médica, Gabriel estava de volta à unidade. Mais uma vez, levado pelos pais. Desta vez, em estado grave: a criança tinha sido vítima de politraumatismo craniano – em vocabulário coloquial, estava com o crânio trincado em duas regiões diferentes. Foi encaminhado imediatamente à Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), onde permaneceu internado mais uma semana.

Questionada por uma assistente social, afirma o inquérito da polícia, a mãe afirmou que os hematomas em Gabriel “somem e aparecem inexplicavelmente”. Desta vez, o ferimento teria sido constatado enquanto o pai dava banho na criança.

Gabriel voltou para casa mais uma vez, porém, no mês seguinte, em maio, estava novamente no hospital. No dia 22, com o braço quebrado. Desta vez, a mãe admitiu que, em uma fatalidade, “dormiu sob o braço da criança”.

Mas a dor de Gabriel não terminou. Ele ainda foi internado uma quarta e última vez, no dia 1º de junho, antes de morrer, 28 dias depois. A mãe afirma que deu de mamar à criança e a entregou ao pai. O bebê teria começado a passar mal, vomitado e ficado inconsciente. Os pais levaram Gabriel ao Pronto-Atendimento (PA) da Serra. Um dia depois, ele foi transferido para o Hospital Infantil, em Vitória, em estado grave com múltiplos hematomas, desidratação e hematomas no ombro direito.

Um dia depois, a criança entrou em coma profundo. Em seguida, teve morte cerebral e morreu no dia 29 de junho. O inquérito foi encaminhado à Justiça para que um juiz defina se os pais serão ou não indiciados por lesões corporais seguidas de morte ou homicídio.

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